Pergunta bíblica sobre 2 Crónicas


P: Em 2 Cr 1:10-11, em que medida é que algumas orações são mais louváveis do que outras?

R: Ao refletir sobre esta questão, lembro-me da oração de um dos meus filhos mais novos, ontem à noite, em que agradecia a Deus pelos seus brinquedos Digimon. A oração de Salomão foi louvável por duas razões.

1. Salomão orou o que lhe ia no coração e estava mais preocupado em servir bem a Deus e em governar o povo do que com o seu próprio benefício.

2. Salomão valorizou a sabedoria acima das riquezas e da vingança.

Não há problema em orar a Deus sobre tudo o que nos vai no coração, mas as nossas orações são mais louváveis quando os nossos corações partilham as preocupações de Deus.


P: Em 2 Crónicas 1:14, 17, Salomão reuniu imediatamente carruagens e cavaleiros logo após regressar de Gibeão?

R: Não, o facto de o versículo 14 se seguir diretamente ao versículo 13 não significa que ele tenha começado a reuni-los imediatamente. As Escrituras não dizem quando Salomão começou a acumular carruagens e cavaleiros, contrariamente ao que a lei determinava.


P: Em 2 Crónicas 2:3-10, quando devemos aceitar dinheiro e bens de grupos religiosos falsos, ou de outros não-cristãos, para a obra de Deus?

R: Primeiro, vejamos o que Salomão fez e, depois, apliquemos o que aprendemos às nossas vidas. Em 2 Crónicas 2:3-10, Salomão enviou uma carta ao rei pagão Hiram de Tiro para que este o ajudasse a construir o templo. Hiram enviou uma carta a Salomão (seja antes, seja depois) em 1 Reis 5:7, dando a impressão de que Hiram respeitava o Deus verdadeiro. Posteriormente, Salomão e Hiram estabeleceram uma parceria comercial. Mais tarde ainda, Salomão cedeu cidades israelitas a Hiram em troca da sua ajuda, e casou-se com uma mulher fenícia de Sidão, que foi uma das esposas que desviou o coração de Salomão. Eis as diferentes «etapas» do que foi feito, aplicadas aos dias de hoje.

No mercado, comprar material a não-cristãos, a um preço justo de mercado. Quando os cristãos vão a uma loja, como uma loja de bricolage, não saímos de lá só porque a gerência ou os proprietários não são necessariamente cristãos. Com o tempo, pode construir-se uma relação de confiança, em que eles sabem que podem confiar na nossa honestidade e nós podemos confiar neles. Isso também não há problema. Quando compramos algo numa loja para a obra de Deus, não há qualquer indício de que endossemos (seja diretamente ou implicitamente) as suas crenças religiosas, nem de que eles endossem as nossas crenças. Desde que não se saiba que os bens são roubados, trata-se de uma simples transação comercial.

Estabelecer uma parceria com não crentes não é aconselhável e é proibido em 2 Coríntios 6:14-18.

Lançar pérolas aos porcos é proibido em Mateus 7:6. Permitir que operários fenícios trabalhem no interior do templo pode não ser adequado.

Muitos irão desviá-lo do caminho, e não deve submeter-se nem a amigos nem a outras pessoas que o desviem da sua devoção a Cristo, como mostra 2 Coríntios 11:3-4.

Em conclusão, note-se que cada passo constitui apenas uma mudança gradual em relação ao passo anterior. No entanto, o primeiro passo está correto, ao passo que os outros não estão.


P: Em 2 Crónicas 2:11, o que há de estranho na afirmação de Hiram, à luz de 1 Reis 11:5?

R: Em 2 Crónicas 2:11, Hiram, o rei pagão de Tiro, disse a Salomão: «Porque o SENHOR ama o Seu povo, colocou-o sobre eles como rei.» No entanto, na sua velhice, Salomão adorou Astarote (Ishtar, Astarte), a deusa dos sidónios. Tiro e Sidão eram muito próximas culturalmente. Os fenícios apresentavam-se como amigos dos israelitas e utilizaram essa amizade para afastar Salomão e outros de Deus.


P: Em 2 Cr 2:11 e 1 Reis 11:5, de que forma é que alguns cristãos de hoje enfrentam o mesmo problema?

R: Por vezes, não vemos diferença entre alguns dos nossos amigos, que genuinamente nos desejam o bem, e aqueles que, embora nos desejem o bem, pensam que afastar-nos de Deus é desejar-nos o bem.


P: Em 2 Crónicas 2:17, por que razão Salomão não foi castigado por realizar um recenseamento dos estrangeiros, uma vez que Davi foi castigado em 1 Crónicas 21:7-19?

R: O recenseamento de David foi mal aos olhos de Deus, de acordo com 1 Crónicas 21:7. Embora as Escrituras não indiquem por que razão o recenseamento de Salomão não foi nem condenado nem elogiado por Deus, podemos identificar, pelo menos, duas possibilidades complementares.

1. Enquanto o recenseamento de David incidiu sobre Israel, o de Salomão incidiu sobre os não-israelitas. O objetivo aparente de Salomão ao realizar o recenseamento — obter trabalhadores de forma justa — não foi motivado simplesmente pelo orgulho na grandeza do seu reino.

2. Tal como os pais, por vezes, tratam um filho mais velho de forma diferente de um filho mais novo, Deus, por vezes, trata diferentes crentes de forma diferente. Salomão não fazia ideia de que o seu recenseamento de estrangeiros era errado (se é que o era), enquanto Davi ficou com a consciência pesada por ter ordenado o recenseamento em 2 Samuel 24:10. Romanos 14:23b diz que «tudo o que não provém da fé é pecado».


P: Em 2 Crónicas 3:7, por que razão havia querubins esculpidos nas paredes, uma vez que Êxodo 20:4-5 e Deuteronómio 5:8-9 dizem que não deviam ter imagens esculpidas perante si?

R: Estes dois versículos, considerados em conjunto, proporcionam-nos uma visão equilibrada sobre as imagens. Não devemos curvar-nos perante imagens, colocá-las entre Deus e nós, nem adorá-las ou venerá-las. No entanto, as imagens para fins de arte decorativa, mesmo a arte religiosa no Templo, são admissíveis.

Isto contrasta com o ensinamento rigoroso do Islão, que proíbe as imagens — mesmo retratos de pessoas num contexto não religioso —, para evitar a possibilidade de estas serem adoradas. (Note-se que os muçulmanos turcos e outros muçulmanos ignoram frequentemente esta proibição tradicional, que não consta do Alcorão.)

Isto também contrasta com a prática católica e da maioria das Igrejas Ortodoxas Orientais, que não consiste em adorar imagens, mas sim em venerá-las. Não acreditam que as imagens sejam Deus, nem que tenham qualquer poder para além de servirem como ponto de concentração, mas nunca ouvi uma explicação convincente sobre como o facto de rezar perante imagens não constitui ter uma imagem esculpida perante Deus.

Nem sempre foi assim na Igreja Ortodoxa Grega. Em certas épocas, opunham-se às imagens. Por exemplo, o imperador bizantino Leão III, que reinou entre 717 e 741 d.C., é chamado de «o Iconoclasta» porque tentou erradicar a veneração de ícones na Igreja Ortodoxa. No entanto, pouco depois da sua morte, todos os ícones foram restaurados.


P: Em 2 Crónicas 4:2-4 e 1 Reis 7:23, por que razão a relação entre a circunferência e o diâmetro é 3,0 em vez do valor de pi (3,14159)?

R: Uma vez que nada sabemos sobre a forma do «mar» redondo, para além destas duas dimensões, existem três explicações simples.

Arredondamento com algarismos significativos: Suponha que a circunferência fosse exatamente 30,0 côvados. Uma vez que apenas forneceram as dimensões em números inteiros, que número é que Asimov lhes teria pedido que utilizassem? Uma bacia perfeitamente redonda, sem rebordo, teria um diâmetro de 9,55 côvados, e esse valor está mais próximo de 10 do que de qualquer outro número.

Uma borda: Suponha que a circunferência interna fosse exatamente 30,0 côvados, ou que a espessura da bacia tornasse as circunferências interna e externa quase iguais. Um diâmetro que incluísse uma borda de 4 polegadas (0,22535 côvados) resultaria numa relação de exatamente 3 para 1.

Um alargamento: Nada indica que as paredes da bacia fossem perfeitamente verticais. Se a bacia tivesse um alargamento muito ligeiro de 0,75% na parte superior, então a circunferência exterior na parte mais estreita e o diâmetro exterior ou interior na parte superior resultariam numa proporção exatamente de 3 para 1.


P: Em 2 Crónicas 5:10, não havia nada na arca, exceto as duas tábuas, ou havia também um vaso de maná e a vara de Arão que brotou, como dizem Êxodo 16:33-34 e Hebreus 9:4?

R: Originalmente, os três objetos encontravam-se na arca. No entanto, ao longo dos séculos, à medida que o maná e a vara provavelmente se deterioraram, e à medida que os filisteus e os israelitas irreverentes se apoderaram da arca, aparentemente as tábuas foram tudo o que restou. Consulte «Dificuldades Bíblicas e Aparentes Contradições», p. 160, para obter basicamente a mesma resposta.


P: Em 2 Crónicas 6:5-6, como é que Deus não tinha escolhido ninguém para ser governante de Israel anteriormente, uma vez que Israel tinha muitos juízes?

R: Os juízes eram líderes de uma confederação informal de tribos. Não eram reis, não possuíam um exército permanente e não cobravam impostos. Aqui, a palavra «governante» refere-se a um rei.


P: Em 2 Crónicas 6:5-6, como é que Deus não escolheu nenhum governante antes de David, uma vez que Deus escolheu Saul?

R: Deus escolheu inicialmente Saul, mas depois de Saul não ter esperado que Samuel oferecesse o sacrifício e de ter desobedecido no que diz respeito aos amalequitas, Deus retirou a Sua escolha e Saul deixou de ser o rei escolhido.

Poder-se-ia argumentar que o facto de Saul «não ter sido escolhido» era diferente de Saul «nunca ter sido escolhido», mas isso não vem ao caso. Quer Davi tenha falado com precisão na sua oração ou não, a Bíblia regista o que Davi orou. Graças a Deus que Ele ainda ouve as nossas orações, mesmo que tenhamos informações erradas ou preconceitos.


P: Em 2 Crónicas 6:5-6, Deus estava satisfeito por ter um rei sobre Israel, ou estava descontente, como mostram 1 Samuel 8:5-22 e, especialmente, 1 Samuel 12:17-20?

R: 1 Samuel e 2 Crónicas apresentam contextos diferentes para estes eventos distintos. Na época de Samuel, os motivos dos israelitas desagradaram tanto a Deus como a Samuel. Deus ficou descontente porque os israelitas queriam ser exatamente como as outras nações que os rodeavam.

De certa forma, podemos compreender os israelitas. Provavelmente, consideravam a sua segurança e proteção como o mais importante. Aparentemente, raciocinavam que estariam mais seguros se tivessem sempre um rei para os organizar e liderar, independentemente de estarem a seguir a Deus ou não. Isso pareceria mais constante do que ter juízes, que Deus apenas levantava quando o povo desejava segui-Lo. A partir do tempo de Salomão, o povo passou a ter um certo grau de segurança, mas enfrentava constantemente o problema da adoração de ídolos.

Hoje em dia, os cristãos querem, por vezes, confiar em programas e líderes humanos para garantir a prosperidade da sua organização, independentemente de Deus fazer ou não parte dela. As pessoas tendem, naturalmente, a preferir confiar em si mesmas em vez de confiar em Deus. Quando as pessoas numa igreja ou organização deixam de tentar seguir Deus, se não regressarem, então é melhor que essa igreja desapareça.

Depois de o povo ter escolhido um rei, agradou a Deus escolher David para ser rei sobre eles. Isto dá esperança aos cristãos de hoje. Quando um crente se encontra numa situação menos do que ideal, continua a poder agradar a Deus. Por exemplo, um cristão não deve unir-se a um incrédulo casando-se com um não-cristão, tal como diz 2 Coríntios 6:14-18. No entanto, se o cristão pecar ao optar por casar-se com um incrédulo, então, uma vez casado, o cristão pode agradar a Deus ao não optar por se divorciar do seu marido ou da sua esposa, tal como ensina 1 Coríntios 7:12-14.


P: Em 2 Crónicas 6:23,30, por que razão Salomão ansiava que Deus concedesse a cada homem de acordo com os seus caminhos?

R: Salomão não considerava que alguém fosse perfeito e isento de pecado, pois afirmou que não há ninguém que não peque em 2 Crónicas 6:36. Em vez disso, Salomão está a pedir a Deus que castigue os ímpios e que justifique a causa dos justos. O termo «justos» aqui não significa que alguém seja perfeito e isento de pecado, mas sim pessoas tementes a Deus.


P: Em 2 Cr 6:36, por que razão todos pecam, uma vez que 1 Jo 3:4-6; 1 Jo 3:9; e 1 Jo5:18 dizem que devemos estar isentos de pecado?

R: João não ensinou que as pessoas são isentas de pecado; caso contrário, como teria escrito 1 João 1:8? A palavra grega está no tempo contínuo. A tradução do Novo Testamento de Wuest traduz 1 João 3:9 da seguinte forma: «Todo aquele que nasceu de Deus, com o resultado presente de que é um nascido de Deus, não comete pecado habitualmente…». O livro *When Critics Ask*, p. 539, traduz isto da seguinte forma: «Quem quer que tenha nascido de Deus não pratica o pecado continuamente.» Geisler e Howe explicam a diferença da seguinte forma: «Se um porco e um cordeiro caírem na lama, o porco quer ficar lá, mas o cordeiro quer sair. Tanto um crente como um incrédulo podem cair no mesmo pecado, mas um crente não pode permanecer nele e sentir-se à vontade.» 2 Crónicas6:36 também afirma que todos pecam.


P: Em 2 Cr 6:38, como é que Salomão sabia que os israelitas poderiam ser levados cativos?

R: Embora Salomão pudesse ter sabido disso exclusivamente por revelação divina, nada exige que tenha sido assim. Salomão poderia simplesmente ter lido Deuteronómio 29:28 ou Levítico 26:33-35, 43-44.


P: Em 2 Crónicas 7 e 1 Reis 8:65-66, quando é que o povo foi dispensado?

R: Ambas as descrições referem-se, de facto, à dedicação do templo. 1 Reis 8:65-66 diz: 14 dias no total, após os quais o povo foi dispensado. 1 Reis 8:2 indica que isto ocorreu no sétimo mês. 2 Crónicas 7:9 refere igualmente 7 dias, mais 7 dias. 2 Crónicas 7:10 diz que o povo regressou a casa no 23.º dia do 7.º mês. A Bíblia de Estudo NIV de 1985, p. 632, e o «The Expositor’s Bible Commentary», volume 4, p. 464, afirmam que os israelitas consagraram o templo do 8.º ao 14.º dia do mês, e que a Festa dos Tabernáculos decorreu do 15.º ao 22.º dia.


P: Em 2 Crónicas 7:1, o que é exatamente a glória do Senhor neste contexto?

R: O livro «735 Perguntas Bíblicas Desconcertantes Respondidas», p. 136, define-a como «um termo teológico técnico do Antigo Testamento que indica uma invasão visível do universo material por parte do Senhor — uma revelação da presença de Deus».


P: Em 2 Crónicas 7:8-10, Salomão jejuou conforme ordena Levítico 16:30?

R: Salomão não era perfeito. No entanto, 2 Crónicas 7:8-10 não demonstra, de facto, que Salomão tenha infringido qualquer parte da lei neste contexto. Realizaram uma festa durante sete dias, mas não se especifica se jejuaram no Dia da Expiação ou não.


P: Em 2 Crónicas 7:12, habitaria Deus no Templo, ou será que Deus não habita em templos feitos por mãos humanas, tal como Estêvão pregou em Atos 7:48?

R: O próprio Salomão afirmou que nem mesmo os céus podem conter Deus, em 2 Crónicas 6:18. Salomão não viu qualquer problema nisso, e nós também não devemos ver. Em 2 Crónicas 7:12, Deus diz: «Ouvi a vossa oração e escolhi este lugar para Mim como casa de sacrifício.» Não se diz que fosse o local onde Deus habitava, nem que Deus não pudesse estar em mais nenhum outro lugar. Da mesma forma, Estêvão reconheceu o tabernáculo como o lugar santo de Deus; no entanto, em Atos 7:48, quis dizer que Deus não se limita a viver apenas no tabernáculo, nem que o Céu estivesse vazio quando o tabernáculo e o templo se encontravam na terra.

Deus tinha um lugar especial que Lhe era santo: primeiro o tabernáculo (tenda da reunião) e depois o templo. No entanto, Deus enche os Céus e a terra. Quando chamamos a uma igreja «Casa de Deus», isso não significa que Deus não possa habitar em mais nenhum lugar, a não ser numa igreja na terra!


P: Em 2 Crónicas 7:14, qual é o significado da promessa de Deus de curar a terra do Seu povo se este se humilhar, orar e se afastar dos seus maus caminhos?

R: Não há data de validade nas promessas de Deus. Esta promessa continua válida hoje. Não diz que todos na terra devam abandonar a maldade, mas que, se apenas o povo de Deus, que é chamado pelo Seu nome, abandonar a maldade, Deus curará toda a terra.


P: Em 2 Crónicas 7:16, o nome de Deus ainda se encontra hoje em Jerusalém?

R: O nome de Deus ainda lá está, mas a Sua glória não está presente da mesma forma que antes. Há quatro aspetos a ter em conta para compreender esta resposta.

O nome de Deus está sempre presente, tanto como o local onde a arca sagrada era guardada, como o local onde Jesus morreu para pagar a pena pelos nossos pecados.

A glória de Deus entrou no Templo de Salomão, de acordo com 2 Crónicas 7:1-3. No entanto, mais tarde, o povo tornou-se tão perverso que, antes do exílio de Judá, a glória de Deus se afastou do Templo, conforme Ezequiel 9:3 e o capítulo 10.

Jesus entrou no Templo; assim, uma vez que Jesus é Deus, o Filho, o próprio Deus entrou no Templo há 2 000 anos. Jesus voltará a Jerusalém, conforme Apocalipse 14 e outros versículos.

A Nova Jerusalém descerá do céu para a nova terra, conforme Apocalipse 21:1-2. Deus, na Sua glória, habitará ali com as pessoas para sempre.


P: Em 2 Crónicas 8:11, quais são alguns tipos de compromissos espirituais dos quais a Bíblia dá exemplos?

R: Tiago 4:17 (BSB) diz: «Quem, pois, sabe o que é certo fazer e não o faz, comete pecado.» Eis alguns compromissos que várias pessoas fizeram.

Deixar que outra pessoa faça o seu trabalho: O rei David comprometeu-se em 1 Reis 2:5, ao não punir a maldade de Joabe e de outros, e ao transferir esse fardo para o seu filho Salomão.

Casar por dinheiro ou por ligações: O casamento é bom, mas não deve ser uma ferramenta ou uma arma. Salomão casou-se com a filha do Faraó por razões políticas, conforme 1 Reis 3:1 e 2 Crónicas 8:11. No entanto, o Faraó atacou Judá durante o reinado de Roboão, filho de Salomão.

Casar com não crentes: Salomão pecou ao casar com muitas mulheres e ao casar com mulheres com quem não devia ter-se casado, conforme 1 Reis 3:1-3; 11:1-8. O rei pecou ao casar-se com mulheres incrédulas, conforme 1 Reis 11:1-2, e não devia ter casado com muitas mulheres, de acordo com Deuteronómio 17:17. Da mesma forma, o artesão Hiram de Tiro, enviado para supervisionar os trabalhos artísticos, era meio tiriano e meio israelita, conforme 2 Crónicas 2:13-14.

Acumulação de armas e riquezas em 1 Reis 10:26-29. Os reis de Israel não deviam acumular carruagens, cavalos e muito ouro para si próprios, de acordo com Deuteronómio 17:16-17. O ouro de Jerusalém serviu mais tarde de íman para invasores estrangeiros. Hoje, quando acumulamos armas e riquezas excessivas, em quem estamos a confiar?

Ao julgar duas prostitutas em 1 Reis 3:16, Salomão demonstrou grande sabedoria ao determinar qual das mulheres era a mãe da criança. No entanto, a questão deveria ter sido irrelevante, uma vez que ambas deveriam ter sido executadas por prostituição.

Salomão cedeu cidades israelitas a Tiro, em 1 Reis 9:11-13, em troca de ajuda na construção do templo. Por vezes, hoje em dia, as pessoas podem amar as coisas e usar as pessoas, em vez de amar as pessoas e usar as coisas.

A sabedoria acima de Deus: Os reis da terra procuraram a sabedoria de Salomão em 2 Crónicas 9:23. Será que Salomão lhes falou do seu Deus? Não há qualquer menção a isso e, se Salomão o fez, talvez não tenha sido de forma muito proeminente. Houve outrora um político cristão que, quando um repórter lhe perguntou: «Acha que Cristo é o único caminho para o Céu?», respondeu: «Cristo é o único caminho para o Céu — para mim.» Quando as pessoas procuram a nossa sabedoria, tentamos dar a glória a Deus ou guardamos a glória para nós próprios?

Vários templos: Salomão construiu um templo de aspeto magnífico para o Único Deus Verdadeiro. O mais decepcionante, porém, foi que Salomão também construiu outros templos para ídolos, conforme 1 Reis 11:5-8. Ao dedicarmos o nosso tempo, dinheiro e vidas a servir a Deus, estaremos também a construir templos para ídolos ou a apoiar causas ímpias?


P: Em 2 Crónicas 8:11, por que razão Salomão recorreu ao «pensamento compartimentado»?

R: O pensamento compartimentado consiste em utilizar um conjunto de pressupostos e confiar numa coisa numa determinada área da sua vida, e utilizar pressupostos diferentes — e muitas vezes contraditórios — e confiar noutra área. Um exemplo é um ladrão que decide que é errado roubar ao domingo. Outro é alguém que precisa de provas quase absolutas antes de optar por acreditar num Deus sobrenatural, mas que acredita facilmente em espíritos e noutros fenómenos da Nova Era. O pensamento compartimentado é uma forma de hipocrisia. Alguém disse uma vez que a maioria das decisões realmente más tinha racionalizações muito boas.

Em 1 Reis 9:16, a aliança de Salomão com o Egito, ao casar-se com a filha do Faraó, foi politicamente muito correta. Salomão beneficiou do presente de casamento, que consistiu na conquista, por parte dos egípcios, da cidade filistina de Gezer e na sua entrega a Salomão, conforme 1 Reis 9:16. Construir um palácio para a sua esposa parecia suficientemente inocente em 1 Reis 7:8 e 1 Reis 9:24, mas a razão era que a sua esposa não deveria entrar em locais sagrados. Ora, se isso era verdade, Salomão, por que razão pensou que Deus queria que se casasse com ela, para começar?


P: Em 2 Crónicas 9, quem era a Rainha de Sabá?

R: Sabá era uma próspera nação comercial situada no extremo sudoeste da Península Arábica e da Etiópia. Os navios de Salomão teriam de passar pelo mar que ela controlava.


P: Em 2 Crónicas 9:21, os navios de Salomão traziam ouro de Társis (em Espanha) ou do sul, de Ofir, como diz 1 Reis9:28 ?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras. Salomão e Hiram possuíam duas frotas de navios. Recorde-se que, naquela época, ainda não existia o Canal do Suez, pelo que os navios não podiam navegar do Mediterrâneo para o Mar Vermelho. O ouro era a moeda de troca padrão, e Salomão e Hiram lucravam com ambas as frotas.


P: Em 2 Crónicas 9:25, Salomão tinha 4 000 estábulos ou 40 000 estábulos, como diz 1 Reis4:26 ?

R: Salomão tinha 4 000 baias; 40 000 baias é, muito provavelmente, um erro do copista. O livro *When Critics Ask*, na página 181, salienta que, uma vez que havia 1 400 carruagens em ambas as passagens, 4 000 baias correspondem a uma proporção de quase 3 baias por carruagem, enquanto 40 000 baias resultam numa proporção de 28,6 baias por carruagem. Assim, 4 000 resulta numa proporção muito mais razoável. A palavra hebraica para 40 é «rybym» e a palavra hebraica para 4 é «rbh», pelo que se trataria de uma diferença de apenas duas letras.


P: Em 2 Crónicas 10:4 e 1 Reis 12:4, por que razão se queixaria o povo, se partilhava da riqueza de Salomão?

R: Com todos os seus acordos comerciais, 2 Crónicas 9:22 e 1 Reis 10:23 afirmam que Salomão se tornou extremamente rico, mais do que os outros reis da terra. Não se dizia que o povo fosse mais rico, nem que o reino se tivesse tornado rico, mas apenas que Salomão se tornou rico. Talvez a Rainha de Sabá não tenha compreendido de todo o que se tratava quando disse: «Quão abençoados são os vossos homens! Quão abençoados são estes vossos servos que permanecem continuamente perante vós e ouvem a vossa sabedoria!» (2 Crónicas 9:7 e 1 Reis 10:8). Talvez o povo não se sentisse de todo abençoado por servir Salomão e ouvir os seus planos de construção e comércio cada vez mais grandiosos, se não estivesse a colher os benefícios. É demasiado fácil para os líderes chegarem à conclusão de que os seus seguidores existem para os servir e para aumentar a sua riqueza, sem partilhar com eles.

Quando tem pessoas sob a sua responsabilidade no mundo dos negócios, deseja que elas trabalhem para que o senhor e a sua organização prosperem. Mas alguns empregadores não fazem a mínima ideia do motivo pelo qual os seus empregados não se sentem assim, ou porque é que se demitem, quando os empregadores não levantam um dedo para ajudar os seus empregados a prosperar.


P: Em 2 Crónicas 10:5, por que razão acha que Roboão lhes disse para voltarem ao fim de três dias?

R: Isto demonstra que Roboão era, pelo menos, um pouco inteligente. Parte da multidão, que não se importava muito com a situação, teria-se dispersado ao fim de três dias. Além disso, Roboão não sabia bem como lhes responder e não queria agir precipitadamente. Roboão provavelmente tinha desejos contraditórios; queria manter-se nas boas graças deles, mas também queria tirar-lhes tudo o que pudesse. Os governantes existem para servir o povo, ou é o povo que existe para servir os governantes? Roboão, pelo menos, tinha clareza quanto a isso; era a segunda opção.

Quando olha para os responsáveis governamentais, ou para os responsáveis de uma organização religiosa hoje em dia, os líderes têm a atitude de que estão lá para servir o povo, ou estão a «dominar aqueles que lhes foram confiados» (1 Pedro 5:3)?


P: Em 2 Crónicas 10:6-7, hoje em dia, que tipo de conselheiros poderão estar a dar bons conselhos, mas são frequentemente ignorados?

R: Como esta passagem demonstra, as pessoas, quando deixadas à sua própria sorte, ignoram frequentemente os conselhos dos conselheiros quando não concordam com eles. Não é que discordem por considerarem que o conselho está errado; discordam, antes, porque não querem ouvi-lo. Se não consegue distinguir entre discordar por não querer ouvir algo e discordar por ser provavelmente incorreto, então já tem em si o início de uma grande insensatez.

Em segundo lugar, as pessoas rejeitam frequentemente os conselhos e os conselheiros de imediato porque estes não ocupam uma posição de autoridade, porque os próprios conselheiros não são perfeitos, porque todos os outros agem de forma diferente, ou porque ouviram outros conselhos — e acreditaram neles — antes de ouvirem o conselho sábio. Trata-se de falácias lógicas que precisamos de reconhecer e de nos certificarmos de que não as cometemos nós próprios.


P: Em 2 Cr 10,7, os conselheiros disseram a Roboão para dizer: «Sede bondoso para com este povo e agradai-lhes», ou «Sede um servo deste povo e servi-lhes», como diz 1 Re 12,7?

R: Há quatro pontos a considerar na resposta.

Parafraseamento: Não havia aspas no hebraico e, provavelmente, ambas as frases são parafrases.

Contexto temporal: O livro de Crónicas foi escrito muito mais tarde do que o de Reis e, para além de pequenas alterações no significado, 2 Crónicas deixa mais claro que não estavam a aconselhar Roboão a abdicar do trono.

Por outro lado, ambas as frases exatas poderiam ter sido proferidas por um ou mais conselheiros. Quando um conselheiro dizia uma coisa, um segundo intervinha com um sentimento semelhante.

O conteúdo é importante: há uma lição para nós nestes versículos. A Bíblia preservou para nós o conteúdo e o significado destas palavras, não as palavras exatas.


P: Em 2 Cr 10,8-12, hoje em dia, que tipo de conselheiros poderiam merecer confiança, mesmo que muitas vezes dêem conselhos errados?

R: Se um conselheiro nem sequer consegue perceber aspetos básicos que deveriam ser óbvios para uma pessoa sensata, se um conselheiro tem um historial negativo (caso se tenha dado ao trabalho de verificar), ou se sabe que um conselheiro tem segundas intenções (ou comissões, ou a ameaça de perda de emprego) ao dar-lhe um determinado conselho, algumas pessoas continuariam, mesmo assim, a dar ouvidos ao conselheiro, caso este lhes dissesse o que elas querem ouvir. Nesse caso, não estão realmente à procura de aconselhamento por parte de um consultor. Pelo contrário, pretendem apenas legitimar e confirmar perante os outros a decisão a que já chegaram por si próprios.

Por fim, algumas pessoas pensam que, mesmo que uma pessoa seja desonesta, é possível confiar nela desde que ainda não tenham percebido que essa pessoa age de forma desonesta para com elas — pelo menos por enquanto. Houve um político na Índia que foi para a prisão por corrupção. Depois de sair, voltou a candidatar-se a um cargo e venceu. A democracia não significa que se obtenha um bom governo; pelo contrário (partindo do princípio de que os votos são contados de forma honesta), significa apenas que se obtém o governo que os eleitores merecem.

Tanto Roboão como os seus jovens conselheiros aparentemente não faziam ideia da intensidade dos sentimentos das dez tribos do norte. Hoje em dia, se alguém deixar de se preocupar com os outros durante tempo suficiente, acabará por se tornar incapaz de perceber como os outros se sentem.


P: Em 2 Crónicas 10:11, quais são alguns exemplos de alguém que toma uma decisão de determinada forma apenas para demonstrar a sua dureza?

R: Roboão não precisava de responder ao pedido deles de forma tão insultuosa. Roboão poderia ter dito: «Reconheço que pode ser difícil levar a cabo todos estes projetos de construção, mas quero que compreendam que isto é necessário, por algum tempo, para reforçar as nossas defesas», ou algo do género. Mas Roboão estava a tentar «liderar por intimidação» nesta ocasião. Não estava interessado em mostrar-lhes que se preocupava com eles ou que sequer os compreendia. Roboão não se preocupava em que eles compreendessem a boa razão (se é que havia alguma) para realizar todas essas obras. Tudo o que importava a Roboão era mostrar o quão forte era e que, talvez, ao construir mais, não fosse considerado como estando à sombra do seu pai.

A propósito, os «escorpiões» em 2 Crónicas 10:11 não eram escorpiões literais, mas sim um tipo de chicote particularmente brutal que possuía pedaços afiados de metal. Será este o tipo de imagem que deseja utilizar para ameaçar ditatorialmente as pessoas de quem supostamente deve cuidar e pastorear como um rebanho?

Hoje em dia, as pessoas podem iniciar guerras, ou recusar-se a pôr-lhes fim, por razões semelhantes. Um exército em guerra deveria perguntar-se: «Por quem estou a lutar?» Será que isto é realmente útil para as pessoas do país contra o qual estou a lutar, e será que acredito que, quando os conquistar, o resultado será um povo que me ama e que desejará servir no meu exército? Confiaria nelas? Ou estou a lutar pelo povo do meu próprio país — estariam eles realmente em pior situação sem esta guerra do que estão agora, a morrer em combate enquanto invadem outro país? Se não for nenhuma destas razões, então por que estou a lutar, a menos que seja apenas pelo meu próprio orgulho e pelo ódio de admitir que posso estar errado?

Se fizer um investimento e este começar a dar prejuízo, talvez devido a circunstâncias que não previu, tem tendência para persistir nele, aconteça o que acontecer, porque desistir seria admitir que estava errado? Até que ponto o seu ego deve orientar as suas decisões de investimento? Até que ponto o seu ego deve orientar qualquer uma das suas decisões?


P: Em 2 Crónicas 10:11, quando — se é que alguma vez — deve falar de forma insultuosa a alguém?

R: Poderá fazê-lo se quiser queimar pontes, destruir relações e criar inimigos. Mas, se não quiser fazer essas coisas, são muito raras as ocasiões em que deve ser insultuoso. Se só conseguir dizer algo engraçado correndo o risco de prejudicar uma relação, deve optar por não ser engraçado.


P: Em 2 Crónicas 11:2, a divisão de Israel viola a promessa de Deus a Salomão em 2 Crónicas 7:18?

R: Não. Embora Judá possa ser considerado parte do reino unido de Israel, isso não é relevante para a resposta. A resposta está na frase condicional do versículo anterior, 2 Crónicas7:17 , que diz: «se andares perante Mim como andou o teu pai Davi…» (BSB). Algumas bênçãos e promessas de Deus dependem da nossa obediência.


P: Em 2 Crónicas 11:18, Roboão agiu corretamente ao casar-se com duas das suas primas?

R: Era permitido. Levítico 20 ensina-nos as restrições ao casamento entre familiares e, embora Roboão não pudesse casar com uma tia, era permitido casar com uma prima do mesmo avô.


P: Em 2 Crónicas 11:20, a mãe de Abias, Maaca, era filha de Absalão ou filha de Uriel de Gibeá, como diz 2 Crónicas 13:2?

R: Embora 2 Crónicas11:20 não afirme especificamente que este Absalão era o mesmo que o filho de David, é muito provável que se tratasse da mesma pessoa.

A palavra hebraica para «filha», bat, pode significar «descendente», e Maaca poderá ter sido neta de Absalão. Génesis 46:15 é um exemplo em que a expressão «filhos de Léia» se refere aos descendentes de Léia. Existem, pelo menos, três possibilidades para tal.

Absalão -> Uriel -> Maaca: Absalão teve um filho, Uriel, que vivia em Gibeá, e que teve uma filha chamada Maaca.

Uriel -> filha + Absalão -> Maaca: Uriel, que vivia em Gibeá, teve uma filha que se casou com Absalão. Eles tiveram uma filha chamada Maaca.

Absalão -> filha + Uriel -> Maaca: Absalão teve uma filha que se casou com Uriel, que vivia em Gibeá, e tiveram uma filha chamada Maaca.


P: Em 2 Crónicas 11:21, o que podemos aprender aqui sobre Roboão?

R: Roboão não aprendeu com o erro do seu pai, pois Roboão tinha 18 esposas e 60 concubinas. Deuteronómio17:17 dizia que um rei não devia ter muitas esposas, mas Roboão talvez não estivesse muito preocupado em obedecer à lei.


P: Em 2 Crónicas 12:3, quem eram os suquitas?

R: Não sabemos muito sobre esta tribo, exceto que os suquitas eram provavelmente o mesmo povo a que os egípcios chamavam de Tjuku ou Tjukten. Eram batedores com armamento leve. Embora o cético «Guia de Asimov para a Bíblia», p. 418, especule que poderiam ser pessoas de Sucote, uma cidade egípcia nativa no delta do Nilo, isto é provavelmente incorreto. São também mencionados em escritos egípcios.


P: Será que 2 Crónicas 12:3 exagera consideravelmente o tamanho do exército do Faraó?

R: Não. Nada indica que uma força proveniente de todo o Egito, da Líbia e do norte do Sudão, ou 1 200 carruagens, 60 000 cavaleiros e uma infantaria incontável, seja exagerada.


P: Em 2 Crónicas 12:5,9, do ponto de vista arqueológico, o que sabemos sobre Shishak, o Faraó do Egito?

R: Também conhecido como Sheshonk I, ele era, na verdade, um líbio que se revoltou e fundou a 22.ª dinastia no Egito. Uma lista das 156 cidades que conquistou na Palestina está inscrita na parede exterior sul do seu templo de Amon, em Tebas. Shishak era um oportunista político. Casou o seu filho com a filha do último rei da 21.ª dinastia. Quando Jeroboão fugiu de Salomão, Shishak concedeu-lhe asilo. No entanto, assim que Jeroboão se tornou rei no norte, Shishak saqueou tanto Israel como Judá. De acordo com o Dicionário Bíblico Wycliffe, pp. 1581-1582, e especialmente com o Novo Dicionário Internacional da Bíblia, pp. 938-939, as 156 cidades incluíam Adoraim, Aijalon, Bet-Horom, Bet-Sã, Gibeão, Megido, Siquém, Suném, Socó, Taanach e um local desconhecido chamado «campo de Abraão».


P: Em 2 Crónicas 12:13, Salomão agiu corretamente ao casar-se com uma amonita?

R: Não, Salomão pecou. Mais tarde, Salomão construiria um templo dedicado ao deus principal dos amonitas, Milcom, conforme 1 Reis 11:1, 5, 7, 33.


P: Em 2 Crónicas 12:15; 13:3, por que razão Deus permitiu a guerra contínua entre Judá e Israel, uma vez que Ele poderia tê-la interrompido ou evitado a divisão do reino?

R: A pergunta pressupõe que Deus tem algum tipo de obrigação de promover a paz entre pessoas que Lhe eram desobedientes. Elas queriam lutar pelo controlo e, enquanto não quisessem o senhorio de Deus sobre as suas vidas, nunca estariam sob as autoridades adequadas.


P: Em 2 Crónicas 12:15; 13:2, 1 Reis 14:30; 15:6, que exemplos existem na história recente de guerras sem sentido em que não se deve lutar por nenhum dos lados?

R: Normalmente, quando dois governantes, que parecem ser quase igualmente perversos, estão em conflito, não faz sentido lutar por nenhum dos lados. Se se encontrar num país nesta situação, é melhor procurar pessoas pacíficas no outro lado, para que possam proteger-se mutuamente. Em primeiro lugar, eis as minhas opiniões pessoais sobre guerras que apresentavam questões morais muito claras e, em seguida, sobre guerras em que era um desperdício morrer por qualquer um dos lados.

Guerras com questões morais claras:

A «não-guerra» da Trilha das Lágrimas dos Cherokee: Embora muitos Cherokee tenham lutado ao lado de Andrew Jackson contra os Creek na Guerra de 1812, enquanto presidente, Jackson pressionou pela sua remoção para Oklahoma. No caso Worcester v. Georgia (1832), o Supremo Tribunal decidiu a favor dos Cherokee, mas Jackson recusou-se a aplicar a decisão. Recorrendo ao contestado Tratado de New Echota (1835), o governo dos EUA deslocou à força os Cherokee para Oklahoma em 1838-1839, sob a presidência de Van Buren. Os cristãos deveriam ter defendido os Cherokee oprimidos, não com armas, mas pacificamente, através de leis, ações judiciais e do processo político. Estima-se que 4 000 Cherokee tenham morrido durante a marcha forçada.

A Guerra Civil Americana (1861-1865) — Uma nação ou duas não era uma questão moral, mas o tratamento anticristão e desumanizante de 4 milhões de escravos negros era uma questão moral. Cerca de meio milhão de pessoas morreram.

As Guerras do Ópio na China (1839-1842 e 1856-1860). Os cristãos deveriam ter-se envolvido ativamente ao lado dos chineses, e não ao lado dos britânicos. Mais armas não teriam sido úteis contra as canhoneiras britânicas. Em vez disso, a opinião pública na Inglaterra deveria ter envergonhado os britânicos por forçarem a importação de ópio para a China, causando mais de 2 milhões de viciados em ópio chineses.

Segunda Guerra Mundial — O facto de a maior parte da Europa estar unida, como sob o domínio de Carlos Magno ou de Napoleão, não constituía uma questão moral. O massacre em massa dos judeus na Europa e a brutalidade contra os chineses foram questões morais.

A Guerra da Bósnia — As religiões dos diferentes lados não eram aqui a questão. Os sérvios estavam a praticar «limpeza étnica» contra os muçulmanos bósnios; os homens bósnios foram massacrados e as suas mulheres violadas. Tratava-se de uma situação difícil, porque os bósnios também não eram totalmente inocentes. No entanto, penso que a solução não consistia tanto em intervir no conflito ao lado dos bósnios, mas sim em intervir ao lado da paz e do cessar-fogo.

A Guerra no sul do Sudão — As religiões dos dois lados não são a questão aqui, e o facto de um regime muçulmano pacífico (o que o Sudão não é) governar todo o país também não seria a questão neste caso. As violações dos direitos humanos cometidas pelo governo muçulmano, ao massacrar aldeias inteiras de homens e vender as mulheres e as crianças como escravos, tornam-no pelo menos tão repreensível quanto os sérvios na Europa. No entanto, os Estados Unidos revelam-se de certa forma hipócritas a este respeito, uma vez que Jesse Jackson, Louis Farrakhan e vários líderes negros proeminentes nos Estados Unidos aparentemente fecham os olhos à escravatura negra nos dias de hoje.

Combate aos rebeldes do Sendero Luminoso no Peru, 1980–: Estes maoístas utilizavam dinheiro proveniente do tráfico de droga e atacavam pessoas pacíficas, incluindo missionários cristãos.

A «não-guerra» soviético-polaca: Os polacos queriam a independência da URSS e conseguiram-na sem derramamento de sangue. Aqui não se impunha o combate, mas a «Solidariedade» com os polacos era positiva.

Apartheid na África do Sul (não-guerra): Muitos cristãos opuseram-se ao apartheid, recorrendo a meios pacíficos.

E há outros casos também.

Guerras sem questões morais claras:

Tal como o bom rei Josias não tinha motivo para se envolver na guerra entre o Egito e a Assíria, eis algumas guerras importantes em que foi um desperdício de energia e de sangue estar de qualquer um dos lados.

A Guerra Hispano-Americana de 1898 foi uma ostentação pomposa do poderio dos Estados Unidos, tendo tido início com a explosão de um navio americano por uma causa desconhecida e não comprovada.

A Guerra da Tríplice Aliança (1864-1870) foi uma guerra particularmente sangrenta que ocorreu aproximadamente na mesma altura que a Guerra Civil Americana. O Paraguai lutou contra a Argentina, o Brasil e o Uruguai, e várias centenas de milhares de pessoas morreram, incluindo talvez metade ou mais da população do Paraguai.

A Guerra Irão-Iraque, de 1980 a 1988, causou a morte de cerca de 1,55 milhões de pessoas. No final, a única coisa que a guerra conseguiu foi aumentar a pobreza e reduzir a população de ambos os países.

Na Guerra Civil no Tajiquistão, os muçulmanos têm travado uma luta feroz contra outros muçulmanos pelo controlo desta nova nação.


P: Em 2 Crónicas 13, Abias confiou no Senhor, ou era Abias mau, como diz 1 Reis 15:3?

R: Ambas as afirmações foram verdadeiras em diferentes momentos. Abias era mau, mas, nessa ocasião específica, o rei decidiu confiar no Senhor.


P: Em 2 Crónicas 13:3-4, como é que o rei Abias conseguiu estar no Monte Zemaraim e dirigir-se a 1,2 milhões de soldados?

R: Abias proferiu uma mensagem dirigida a todos e, embora a voz possa propagar-se a grande distância a partir de uma montanha, não é necessário que cada soldado o tenha ouvido diretamente. Aqueles que o ouviram puderam transmitir a mensagem aos demais.


P: Em 2 Crónicas 13:5, o que é uma aliança de sal?

R: Isto é mencionado em Levítico 2:13 e Números 18:19. Todas as ofertas a Deus eram aspergidas com sal, como símbolo da aliança de Deus. Deus fez alianças com David e Salomão em 1 Crónicas17:13 -14 e 2 Crónicas 7:17-22.


P: Em 2 Cr 13:7, quem eram os «homens inúteis e ímpios» (literalmente, «filhos de Belial»)?

R: Esta expressão idiomática hebraica significava «pessoas sem valor». O termo «Belial» também é utilizado em 1 Samuel 1:16;2:12 ;10:27 ; 25:17,25 e 1 Samuel 30:22.


P: Em 2 Crónicas 13:22, quem era o profeta Iddo?

R: De acordo com o livro «1001 Perguntas Bíblicas Respondidas», p. 372, a tradição afirma que Iddo foi o profeta que denunciou o bezerro de Jeroboão em 1 Reis 13. O autor do livro de Zacarias era filho de Berequias, que era filho (ou descendente) de Iddo. Este Iddo poderá ter sido o antepassado de Zacarias.


P: Em 2 Crónicas 14:3-4, o rei Asa de Judá removeu os altares estrangeiros e os altos em Judá, ou os altos não foram removidos, conforme 1 Reis 15:14 e 2 Crónicas 15:17?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras. No início do seu reinado, ele destruiu todos os altos em Judá, mas, no final do seu reinado, nem todos os altos tinham sido destruídos em Israel, incluindo aqueles que foram reconstruídos. Sem uma mudança de coração por parte do povo, o problema com a destruição dos altos é que estes acabam por ser reconstruídos. Um alto era muito simples de construir e podia ser reconstruído rapidamente.

No início do seu reinado, Asa removeu todos os altares estrangeiros e altos-locais em Judá. Tanto 2 Crónicas 14:3-4 como 1 Reis15:12 mostram que ele foi muito meticuloso.

Terão desaparecido para sempre? Não, porque antes do 15.º ano do seu reinado, teve de remover os ídolos não só de Benjamim e Efraim, mas também de Judá, como se menciona novamente.

Terão permanecido eliminados? Não, porque, algures antes do seu 35.º ano, a sua própria avó, Maaca, fez um poste de Asera, conforme 2 Crónicas15:16 . Ele destituiu-a por esse motivo.

2 Crónicas15:17 não diz se todos os altos permaneceram eliminados de Judá ou não, mas afirma que nem todos foram removidos de Israel. Ora, Asa não controlava todo o Israel, mas presume-se que se referisse às terras de Benjamim e Efraim que Asa controlava.

Há aqui uma lição para os cristãos. Se, pela graça de Deus, vencermos um ídolo na nossa vida, o nosso trabalho não termina aí. Mais tarde, noutro local, temos de permanecer diligentes para que ele não volte a surgir.


P: Em 2 Cr 14:3-4,15:17 e 1 Reis 15:14, por que razão não foram removidos todos os altos em Israel?

R: Existem quatro razões possíveis, e a resposta verdadeira poderá ser uma combinação delas.

a) Asa não controlava todo o Israel, apenas Judá e parte de Israel. Talvez Deus tivesse pretendido que ele conquistasse o rei Baasa de Israel, mas os altos em Israel não foram removidos porque ele não exercia autoridade sobre a maior parte de Israel.

b) Asa demorou décadas a [supostamente] conseguir manter todos os altos removidos de Judá, mas a parte de Israel que ocupava ainda tinha altos porque não a controlou durante tempo suficiente.

c) Ele eliminou todos os altos em Judá no início do seu reinado, mas estes voltaram a surgir, não só em Israel, mas [supostamente] também em Judá.

d) No início da sua vida, seguiu a Deus de todo o coração, mas depois de ter confiado nos seus próprios recursos para derrotar Baasa, de ter aprisionado o vidente de Deus e de não ter consultado Deus quando os seus pés ficaram doentes, deixou de impedir que os altos fossem reconstruídos.


P: Em 2 Cr 14:2-16:14 e 1 Reis 15:11-24, qual é a sequência de acontecimentos da vida de Asa?

R: Eis uma sequência combinada de ambos os livros.

2 Crónicas 14:2 e 1 Reis 15:11 Asa fez o que era reto aos olhos do Senhor.

2 Crónicas 14:3-5 e 1 Reis 15:12 O rei Asa expulsou os «servos» dos santuários e livrou-se de todos os ídolos que o seu pai tinha feito. 2 Crónicas 14:3-4 diz que Asa destruiu os altares estrangeiros e os altos, esmagou as pedras sagradas e derrubou os postes de Asera. O versículo 5 afirma que isto foi feito em todas as cidades de Judá. Alguns consideram que ele destruiu apenas os altos dedicados a falsos deuses, e não os altos dedicados ao Deus verdadeiro. Isto pode ter ocorrido inicialmente no seu reinado. Em alternativa, pode tratar-se de um resumo da vida de Asa, tendo este facto ocorrido, na realidade, em 2 Crónicas 15:8. No entanto, nenhuma das alternativas afeta a resposta à pergunta anterior.

2 Crónicas 14:6-8 Judá gozava de paz, mas Asa também fortificou o país.

2 Crónicas 14:9-15 Zera, o cuchita, invadiu Judá, mas Asa invocou Deus e os cuchitas foram derrotados.

2 Crónicas 15:1-8 Asa deu ouvidos ao profeta Azarias e removeu os ídolos de Judá, de Benjamim e das cidades de Israel que tinha conquistado.

2 Crónicas 15:9-10 Muitas pessoas abandonaram Israel e estabeleceram-se em Judá. Asa reuniu-as a todas no terceiro mês do décimo quinto ano do seu reinado.

2 Crónicas 15:15-17a e 1 Reis 15:13-14 Asa destituiu a sua avó Maaca por ter feito um poste de Asera, mas não removeu os altos de Israel.

2 Crónicas 15:17b, 19 e 1 Reis 15:14 Asa manteve-se fiel ao SENHOR durante toda a sua vida. 2 Crónicas 15:19 refere que não houve guerra até ao seu 35.º ano.

2 Crónicas 15:18 e 1 Reis 15:15 Asa levou para o templo toda a prata, o ouro e os objetos que o seu pai tinha consagrado.

1 Reis 15:16 Houve guerra entre Asa e Baasa durante todo o seu reinado.

2 Crónicas 16:1-6 e 1 Reis 15:17-22 No 36.º ano, o rei Baasa de Israel invadiu Judá. Asa recorreu aos seus próprios recursos para pagar aos arameus para que atacassem Israel. Estes fizeram-no, e Asa reconquistou as cidades.

2 Crónicas 16:7-10 Hanani, o vidente, repreendeu Asa, e Asa prendeu-o. Asa também oprimiu brutalmente parte do povo.

2 Crónicas 16:11-13 e 1 Reis 15:23b No seu 39.º ano, Asa contraiu uma doença nos pés e procurou ajuda apenas junto dos médicos, e não junto do SENHOR.

2 Crónicas16:13 No 41.º ano, Asa faleceu.

2 Crónicas16:14 e 1 Reis 15:24a Enterraram-no num túmulo que ele próprio tinha preparado em Jerusalém. Asa foi sepultado junto dos seus antepassados.


P: Em 2 Cr 14:5-6, o reino esteve em paz sob o reinado de Asa, ou houve guerra entre Asa e Baasa durante todo o seu reinado, como afirma 1 Reis15:16 ?

R: 2 Crónicas 14:5-6 mostra que reinou a paz sob o reinado de Asa até 2 Crónicas 16:1, no 36.º ano do reinado de Asa, quando Baasa atacou Judá. A partir desse momento, houve guerra.


P: Em 2 Cr 14:9-12, por que razão um cuchita («etíope») atacaria Judá?

R: Cuxe era a terra a sul do Egito, no que é hoje o norte do Sudão, e não a atual Etiópia. A dinastia cuchita do Egito (a XXV.ª Dinastia) só começou a governar cerca de 150 anos mais tarde; por isso, Zera era provavelmente um comandante cuchita ao serviço dos faraós líbios da XXII.ª Dinastia (possivelmente Osorkon I, sucessor de Sisaque), ou o líder dos colonos cuchitas que viviam perto de Gerar, a sul de Judá (2 Crónicas 14:13-15).


P: Em 2 Cr 14:9-12, como é que poderia existir aqui um exército de um milhão de homens?

R: A expressão hebraica aqui significa literalmente «milhares e milhares», o que pode simplesmente referir-se a um vasto exército. O Egito e o Sudão poderiam ter tido uma população de4 to 5 milhões de pessoas, o que não é suficiente para um exército de um milhão de homens.


P: Em 2 Cr 15:13, por que razão decidiram matar todos os judeus que não quisessem buscar a Deus?

R: O tipo de governo sob o qual viviam era uma monarquia teocrática. A idolatria é um pecado tão grave que, de acordo com Deuteronómio 13 e 17:2-7, deviam condenar à morte os idólatras.


P: Em 2 Crónicas 15:16, a rainha-mãe Maaca foi morta por ter feito um ídolo?

R: Não é isso que se diz. Diz-se que ela foi destituída do cargo de rainha-mãe. Não se especifica se levaram ou não a cabo a sua decisão e a mataram.


P: Em 2 Crónicas 16:1, Baasa lutou contra Judá no 36.º ano de Asa, ou foi o filho de Baasa, Elá, que se tornou rei no 26.º ano de Asa, tal como diz 1 Reis 16:8?

R: Em primeiro lugar, eis uma cronologia dos reis relevantes.

909-868 a.C. Asa de Judá começou a reinar no 20.º ano de Jeroboão, durante 41 anos (1 Reis 15:9-10)

909-886 a.C. Baasa de Israel reinou durante 24 anos (1 Reis 15:33)

886-885 a.C. Elá de Israel, filho de Baasa, começou a reinar no 26.º ano do reinado de Asa (1 Reis 16:8)

Não se tratava do 36.º ano de Asa, pois, em 2 Crónicas 16:5, Baasa, pai de Elá, ainda reinava. Os cristãos têm duas respostas.

Erro do copista: provavelmente deveria ser o 16.º ano do reinado de Asa. Da mesma forma, 2 Crónicas 15:19 deveria dizer «15» e não «35».

Contagem a partir de um ponto de partida diferente: em vez de um erro do copista, alguns pensam que o 36.º ano foi contado a partir da divisão do reino. Roboão reinou 17 anos e Abias 3 anos, pelo que este seria o 16.º ano do reinado de Asa. A palavra hebraica para «reinado» também pode significar «reino».

Na notação numérica hebraica, a letra yod (10) e a letra lamed (30) diferem apenas por dois pequenos traços na parte superior.


P: Em 2 Crónicas 16:4-17, por que razão a atitude de Asa mudou tão repentinamente?

R: Asa foi o primeiro rei a prender um profeta. O único acontecimento que as Escrituras mencionam é Baasa de Israel a atacar Judá. Talvez Asa pensasse que, desde que obedecesse a Deus, Judá nunca seria atacada, muito menos pelos seus irmãos, os israelitas. Quando Deus não cumpriu as condições de Asa, a obediência deste esfumou-se. Hoje em dia, exigimos, consciente ou inconscientemente, que Deus cumpra certas condições para que lhe sejamos obedientes? Se assim for, a nossa obediência desaparecerá quando Deus nos puser à prova, não correspondendo às nossas expectativas?

Deus deseja que as pessoas O amem e O sirvam incondicionalmente, tal como Abraão fez.


P: Será que 2 Crónicas16:12 ensina que Asa morreu porque procurou médicos em vez de Deus, tal como ensina a falsa religião da Ciência Cristã?

R: Não. O evangelista Lucas era médico, e não houve qualquer repreensão por se recorrer à ajuda de médicos e medicamentos. Afinal, até o profeta Isaías disse ao rei Ezequias para usar um cataplasma de figos como remédio quando Ezequias estava à beira da morte.

Pelo contrário, 2 Crónicas 16:12 ensina que Asa consultou médicos, em vez do Senhor, o que significa que não orou a Deus, mas confiou apenas nos médicos.


P: Em 2 Crónicas 16:12, a doença é um castigo pelo pecado?

R: Sim, não, sim, sim e sim, se bem compreendido.

Desde a Queda, o facto de todos terem de conviver com a doença é consequência da queda do homem. Sabia que, para além das doenças infecciosas, existem pelo menos 2 000 doenças e condições genéticas hereditárias nos seres humanos? O mundo também foi sujeito à frustração quando o homem pecou, conforme se lê em Romanos 8:20-22.

No entanto, Jesus demonstrou que coisas como a cegueira, a opressão e as catástrofes naturais que afetam um indivíduo não se devem ao pecado dessa pessoa, nem ao facto de ela ser um pecador pior do que os outros.

Numa cultura, por vezes, a ocorrência generalizada de uma doença é uma consequência natural de um pecado generalizado. Por exemplo, a SIDA e as doenças sexualmente transmissíveis estão a alastrar no Sudeste Asiático e em grande parte de África. Estima-se que 15% de todos os adultos na África do Sul venham a morrer de SIDA.

O mundo não é justo (ainda): por vezes, uma determinada pessoa sofre de uma doença devido a um pecado específico de outra pessoa. Várias pessoas morreram de SIDA devido a transfusões de sangue, e não por atividade sexual imoral.

Dito isto, por vezes Deus decide castigar uma determinada pessoa com uma doença como punição específica pelo pecado, tal como Elimas foi atingido pela cegueira durante algum tempo, por se ter oposto a Paulo. Não só Asa foi afligido em 2 Crónicas16:12 , como Herodes foi atingido por uma doença intestinal (Atos12:23 ), Miriam foi atingida pela lepra (Números 12), Jeorão foi atingido por uma doença incurável dos intestinos (2 Crónicas21:18 -19) e Uzias ficou leproso em 2 Crónicas 26:19.


P: Em 2 Cr 16:12-14, por que razão Asa não orou a Deus pedindo cura?

R: Asa tinha sido repreendido em 2 Crónicas 16:7-10. Asa não se tinha arrependido e, talvez, pensasse erroneamente que tinha cometido tantos erros que já não valia a pena arrepender-se e pedir a cura a Deus naquele momento. No entanto, enquanto respirar, nunca é tarde demais para se arrepender e voltar-se para Deus. Não há garantia de que Deus irá curar fisicamente, mas Deus deleita-Se em mostrar misericórdia; por isso, não hesite em arrepender-se sinceramente e pedir a Sua misericórdia e graça.

Consulte «735 Perguntas Bíblicas Desconcertantes Respondidas», p. 137, para obter uma resposta complementar.


P: Em 2 Crónicas 16:12-14, por que razão os cristãos de hoje, por vezes, não pedem a Deus aquilo de que sabemos que precisamos?

R: Embora alguns o façam pela mesma razão que Asa, o mais comum é que os cristãos simplesmente se esqueçam, porque estão demasiado ocupados para cultivar a sua vida de oração.


P: Em 2 Crónicas 17:14-18, como é que Jeosafá conseguiu reunir um exército tão grande, de 1,16 milhões de homens?

R: Não temos a certeza do número a que se refere aqui. «200 000», etc., pode significar 200 unidades em vez de 200 000. Além disso, o livro de 2 Crónicas apresenta um número relativamente elevado de erros de transcrição. Consulte a Bíblia de Estudo NIV de 1985, p. 642, para obter essencialmente a mesma resposta.


P: Em 2 Cr 17:7, quem era Zacarias?

R: Esta época foi anterior ao exílio, pelo que este Zacarias viveu muito antes de Zacarias, filho de Berequias, que escreveu o livro de Zacarias.


P: Em 2 Cr 18:14-16, por que razão Acabe repreendeu Micaías nesta ocasião?

R: Acabe afirmou que detestava Micaías porque este dizia sempre coisas negativas sobre o rei Acabe (2 Crónicas 18:7). Micaías deu a resposta que todos queriam ouvir (2 Crónicas 18:14). No entanto, a sua atitude deve ter sido sarcástica, pois até o próprio Acabe percebeu que estava a ser ridicularizado, como demonstra 2 Crónicas 18:15. Depois, Micaías revelou a todos como as coisas realmente estavam.

Micaías não só humilhou Acabe perante Josafá e os outros, como é provável que Acabe não quisesse que Micaías abalasse o moral das suas tropas.


P: Em 2 Cr 18:25, por que razão Micaías foi levado até Joás?

R: Talvez Acabe não quisesse que Micaías morresse antes de este ter constatado que a sua profecia estava errada. No entanto, era Acabe quem estava errado.


P: Em 2 Crónicas 19, por que razão o bom rei Josafá se aliaria ao rei Acabe?

R: Jeosafá era um homem invulgar. Jeosafá agiu mal ao fazê-lo, de acordo com 2 Crónicas 19:1-2. Eis uma especulação sobre o motivo.

Havia havido uma guerra terrível entre Israel e Judá antes de Josafá, e ele valorizava a amizade e um certo grau de unidade com o povo infiel do reino do norte, bem como seguir a Deus.

Em Apocalipse 18:4, foi mesmo necessária uma voz do céu para dizer ao povo de Deus que saísse de Babilónia. Caso contrário, presumivelmente, não se afastariam desta prostituta espiritual. Ainda hoje, vários cristãos estão envolvidos em igrejas onde os líderes negam a obra expiatória de Cristo na cruz ou a Sua ressurreição física. Outros cristãos genuínos são membros de grupos que pregam um evangelho diferente ou um Deus diferente, como os maçons. Sabe, talvez Jeosafá não fosse, afinal, assim tão invulgar ao cometer o erro de se envolver num acordo comprometedor. Existem organizações, acordos ou compromissos que assumiu que sejam comprometedores e desagradáveis a Deus? Se for esse o caso, afaste-se deles o mais rapidamente possível.


P: Em 2 Crónicas 20:1-2, por que razão estas pessoas atacariam agora?

R: Talvez pensassem que Jeosafá estava tão concentrado nos assuntos internos que aquele seria um bom momento para diminuir parte do poder do seu inimigo. Cometeram um grave erro.


P: Em 2 Crónicas 20:1-2, por que razão os amonitas e os moabitas atacariam Judá a partir de Aram/Síria, em En-Gedi?

R: Amom e Moabe situavam-se a leste do rio Jordão e do Mar Morto, e En-Gedi ficava entre ambos, pelo que acampar em En-Gedi faz todo o sentido. O problema é que Damasco, a capital de Aram, fica a norte de Amom, a 120 milhas de Jerusalém, e Aram não faz fronteira com Israel, exceto na ponta mais a norte, pelo que não faria sentido ir para norte, para Aram, e depois regressar a casa para seguir para oeste, em direção a En-Gedi. Primeiro, o que não é a resposta, e depois duas respostas prováveis.

Não é esta a resposta: os mensageiros de Josafá estavam enganados; pensavam que vinham de Aram/Síria, mas não era o caso. Embora isso seja possível, é mais razoável supor que conheciam a geografia e que En-Gedi não ficava nem de longe perto de Aram.

Parte do exército veio de tão longe quanto Aram. 2 Crónicas 20:1-2 afirma que o exército era composto por outros povos, para além dos amonitas e moabitas, incluindo sírios vindos de Aram. Os sírios, noutras ocasiões, combateram Israel, pelo que eram provavelmente aliados, embora seja possível que fossem mercenários.

Variante manuscrita de «r» em vez de «d». O Antigo Testamento foi originalmente escrito sem vogais, e a diferença entre Aram e Edom é de apenas uma letra. Pode descrever-se isto como um «L» invertido com um canto agudo, em oposição a um «L» invertido com um canto arredondado. A maioria dos manuscritos apresenta «Aram», mas alguns apresentam «Edom». Edom era frequentemente aliado de Moabe, com quem partilhava uma fronteira mais extensa, e Edom ficava mais próximo do que Aram.

Consulte www.carm.org para obter uma resposta semelhante.


P: Em 2 Crónicas 20:15-17, de que forma algumas batalhas são nossas e outras são do Senhor?

R: Deus pode ter permitido que Satanás reunisse este exército para pôr Josafá à prova, tal como Asa foi posto à prova em 2 Crónicas 16:1-2. No entanto, enquanto Asa inicialmente parecia confiar no Senhor, Josafá continuou a confiar no Senhor. A perseverança perante as provações pode trazer bênçãos, como demonstram Tiago 1:2 e 1 Pedro 1:6-7.


P: Em 2 Cr 20:25, por que razão o exército inimigo transportaria joias preciosas?

R: O rei e os nobres encontravam-se entre eles. As joias poderiam ser muito úteis caso fossem capturados e precisassem de subornar alguém. Os soldados comuns também transportariam joias que pudessem ter saqueado das cidades capturadas.


P: Em 2 Crónicas 20:35, por que razão Josafá se aliou a Acazias, em vez de ter aprendido a lição em 2 Crónicas 19:2 e 1 Reis 22:6-7?

R: Jeosafá ou não deu ouvidos ao profeta, ou então tirou a lição errada. A aliança em 2 Crónicas20:35 era uma aliança comercial pacífica, não uma aliança militar. O cético «Guia de Asimov para a Bíblia», na p. 421, afirma que Jeosafá era um aliado subserviente, mas não há provas de que Jeosafá tenha reinado sob o controlo de Acabe. Talvez Jeosafá tenha pensado, erradamente, que as palavras do profeta se limitavam apenas a lutarem juntos na guerra. Por vezes, quando as pessoas aprendem uma lição, esta pode ser errada ou incompleta.


P: Em 2 Crónicas 20:36, por que razão construiriam navios em Eziom-Geber, no Mar Vermelho, para se dirigirem a Társis?

R: Mostraram-se muito ambiciosos neste caso, pois teriam de contornar África. Os cartagineses podem ter contornado África.


P: Em 2 Crónicas 21:12-15, como é que o rei Jeorão de Judá recebeu esta carta de Elias, uma vez que Elias foi levado para o céu durante o reinado de Acazias, rei de Israel?

R: A carta pode ter sido entregue ao rei após a partida de Elias. No entanto, não há motivos para supor que Elias não estivesse vivo em 2 Crónicas 21:12-15.

A carta foi provavelmente entregue após 848/7 a.C. Jeorão de Judá reinou de 853/2 a 841 a.C. Os primeiros cinco anos, aproximadamente, foram como co-governante com o seu pai, Josafá. Embora, estritamente falando, as datas não exijam que a carta tenha sido lida após a morte de Jeosafá em 848/7 a.C., é provável que assim tenha sido, uma vez que Jeorão estava no poder.

De 852 a 841 a.C., Jorão, filho de Acabe (uma pessoa diferente de Jorão/Jeorão de Judá), governou Israel. O redemoinho de Elias é mencionado após Jorão, filho de Acabe, se ter tornado rei em 2 Reis1:17 .

O livro de 2 Reis é frequentemente temático, não estritamente cronológico: por exemplo, a referência ao redemoinho de Elias surge após Jorão de Israel se ter tornado rei, em 2 Reis 1:17, e antes de se abordar o que Jorão de Israel fez enquanto rei, a partir de 2 Reis 3:1. Francamente, o estilo literário ficaria prejudicado se 2 Reis abordasse Elias, depois Jorão, depois Elias novamente e, por fim, voltasse a abordar Jorão.


P: Em 2 Crónicas 22:1, como é que os árabes mataram todos os irmãos de Acazias, uma vez que os levaram cativos em 2 Crónicas 21:16-17?

R: Infelizmente, ser levado cativo não garante a sua segurança futura; por vezes, os cativos acabam por ser mortos mais tarde. Talvez Jeorão não estivesse disposto a pagar um resgate suficientemente elevado.

Para um segundo exemplo semelhante de cativos que foram mortos, consulte Jeremias 52:9-10. Os babilónios capturaram Zedequias e o seu séquito, depois condenaram Zedequias e, em seguida, mataram os seus filhos diante dos seus olhos.


P: Em 2 Crónicas 22:8, isto deve ser traduzido como «os irmãos de Acazias» ou «os parentes de Acazias»?

R: A palavra hebraica pode ser traduzida de ambas as formas. No entanto, uma vez que Acazias nasceu quando o seu pai tinha 18 anos e o seu pai tinha 40 anos quando faleceu, provavelmente significa «parentes», já que os «filhos» dos irmãos de Acazias provavelmente não teriam idade suficiente para cuidar de Acazias.


P: Em 2 Crónicas 23:11, qual era a cópia do testemunho/aliança aqui referida?

R: Pode ter sido um contrato ao abrigo do qual Joás deveria governar, mas é mais provável que se tratasse de uma cópia da Torá, que especificava os deveres reais.


P: Em 2 Crónicas 24:2, 17-18, por que razão Joás era tão piedoso enquanto Jeoada estava vivo, mas afastou-se da fé assim que Jeoada faleceu?

R: Joás deve ter-se sentido muito grato a Jeoada. Se não fosse por Jeoada, Joás estaria morto em vez de ser rei. No entanto, de forma imperceptível para os outros, aparentemente a fé de Jeoada não se tornou a fé de Joás. A lealdade e a gratidão de Joás duraram apenas enquanto Jeoada esteve vivo e não substituíram uma fé genuína.

Jeoada criou Joás, e é possível que o filho de Jeoada, Zacarias, e Joás tenham brincado juntos quando eram crianças. Infelizmente, Joás acabou por matar Zacarias, conforme se lê em 2 Crónicas 24:21.


P: Em 2 Cr 24:2, 17-18, por que razão há hoje em dia pessoas que frequentam assiduamente a igreja durante anos e depois se afastam de Deus?

R: Isso aconteceu com Demas em 2 Timóteo 4:10 e com Diotrephes em 3 João 9-10, e acontece hoje em dia. Jesus falou do filho pródigo e, na parábola dos quatro tipos de solo, um deles representa aqueles que recebem o evangelho com entusiasmo, mas são sufocados pelas preocupações deste mundo. Alguns podem ser desviados por falsos mestres, outros ficam desiludidos e outros ainda afastam-se simplesmente por negligência na sua relação com Deus.

Embora Deus saiba quem são todos os eleitos que irão para o Céu, a Bíblia é muito clara ao afirmar que todos nós temos a responsabilidade de perseverar, seja na fé, no amor, perante o sofrimento e ao longo de toda a nossa vida. Os versículos que mostram a responsabilidade do crente de perseverar incluem Hebreus 10:23, 26; 12:1, 12-13; 1 João 2:24; 1 Coríntios 13:7; Romanos 5:3-4; Tiago 1:3-4, 12; Tiago 5:11; e 2 Pedro 1.


P: Em 2 Crónicas 24:25, os servos agiram corretamente ao matar Joás por este ter matado Zacarias, o filho de Jeoada?

R: Nada indica que os oficiais tenham agido por motivos piedosos; o seu motivo provavelmente foi simplesmente livrar-se rapidamente de um rei que estava fisicamente incapacitado, militarmente incapacitado e que tinha perdido o respeito dos seus oficiais.

Independentemente dos seus motivos, Deus pode usar tanto as pessoas más como as boas para realizar os Seus desígnios.


P: Em 2 Crónicas 25:5, Amazias agiu corretamente ao realizar um recenseamento?

R: Amazias pode ter estado errado, mas isso foi uma coisa menor em comparação com o que ele estava prestes a fazer ao adorar outros deuses.


P: Em 2 Crónicas 25:14-15, por que razão Amazias se desviou aqui?

R: Amazias seguiu inicialmente a Deus em 2 Crónicas 25:2. Parece-nos estranho que, logo após derrotar os edomitas, Amazias tenha começado a adorar os deuses do povo que derrotara. Talvez Amazias tenha considerado que conquistar a lealdade dos edomitas era mais importante do que confiar em Deus. Sabemos, porém, que a sua estratégia falhou.


P: Em 2 Crónicas 26:16-21, por que razão Uzias foi castigado por se aproximar da arca, uma vez que Davi não o fez em 2 Samuel 6:5?

R: O cético «Guia de Asimov para a Bíblia», na página 423, afirma que foi porque «a posição dos sacerdotes se tinha endurecido desde aqueles dias». No entanto, o problema de Uzias não era com os sacerdotes, mas com Deus.

Primeiro, responderemos à pergunta na perspetiva da ação e, em seguida, na perspetiva dos motivos.

Ação: Davi e outros caminharam à frente da arca, que se encontrava à vista de todos. Antes de a arca estar em Jerusalém, e escondida do povo, esteve à vista de todos durante os mais de 40 anos do Êxodo e desde então até ao tempo de Davi.

Ora, Davi não estava a seguir o protocolo adequado no transporte da arca, mas agia de forma errada por ignorância descuidada, e o seu coração estava no lugar certo.

Motivos: David estava a adorar Deus e a tentar agradar-Lhe. Uzias estava a tentar assumir o papel do sacerdote. É interessante que Uzias estivesse a tentar fazer algo que sabia que Deus proibia e, ao mesmo tempo, a tentar ser muito religioso.


P: Em 2 Crónicas 26:19-20, por que razão Deus infligiu um castigo severo de lepra incurável?

R: Deus utilizou muitas formas no Antigo Testamento para dar ao Seu povo uma ideia da importância da Sua santidade. Independentemente dos motivos de Uzias, 2 Crónicas 26:18 afirma que Uzias «agiu de forma infiel». Ele ultrapassou conscientemente os limites do seu papel; o que fez constituiu uma afronta direta à santidade de Deus. E isto foi feito por um servo de Deus que deveria ter sabido melhor, mesmo antes de ter sido especificamente advertido. Depois de Uzias ter sido explicitamente repreendido, respondeu não com arrependimento, mas com fúria, e o castigo não se destinou apenas a pôr fim à desobediência deliberada de Uzias, mas também a servir de lição aos outros quanto à primazia da santidade de Deus.

Há aqui uma lição para os cristãos de hoje. Embora as pessoas possam saber que seguimos Cristo, podemos falar sobre Deus e sobre coisas sagradas de forma tão casual ou desrespeitosa que acabamos por não honrar as coisas de Deus perante os outros. O humor pode ser aceitável, mas se tiver algum tipo de humor que desonre Deus, os anjos ou os cristãos que nos precederam, certifique-se de que não está a desonrar a santidade de Deus aos olhos dos outros.


P: Em 2 Crónicas 26:20, que evidência arqueológica temos do rei Uzias?

R: No Monte das Oliveiras, no recinto de uma igreja, foi descoberta uma placa com a seguinte inscrição: «Aqui foram trazidos os ossos de Uzias, rei de Judá. Não abrir.»


P: Em 2 Crónicas 26:22, onde é que Isaías escreveu sobre os atos do rei Uzias?

R: O livro de Isaías apenas menciona brevemente a morte de Uzias em Isaías 6:1; por isso, aparentemente, Isaías escreveu outra obra, da qual hoje não dispomos. Mas, generalizando para além de Isaías, provavelmente todos os profetas, ao falarem durante anos e anos, disseram, sem dúvida, coisas que não foram registadas nos livros que temos sobre eles. Deus tem a liberdade de transmitir palavras a certas pessoas durante um determinado período e de não as registar para todos os outros.


P: Em 2 Crónicas 27:2, como deve um governante piedoso, como Davi, governar um povo corrupto?

R: Davi governou primeiro o rebanho, depois os marginalizados e, por fim, todo o Israel. Primeiro, Davi teve de colocar a sua própria vida em ordem. Só assim é que as pessoas o respeitariam e estariam mais dispostas a segui-lo.


P: Em 2 Crónicas 27:4, o que eram as áreas arborizadas em Judá?

R: Judá era bastante árida. No entanto, mesmo locais como a faixa estreita do Texas têm áreas arborizadas. As colinas de Judá, em particular, tinham muitas árvores pequenas.


P: Em 2 Crónicas 27:5, qual era o valor do tributo de 100 talentos de prata?

R: Cem talentos de prata correspondiam a cerca de 3 3/4 toneladas (3,4 toneladas métricas), de acordo com a nota de rodapé da NIV de 1985. O «Expositor’s Bible Commentary», volume 4, p. 524, menciona que Curtis, em 1910, calculou o valor em 187 500 dólares. Refere ainda que a cidade de Mari pagou um montante semelhante como tributo à cidade de Ebla, num único pagamento.


P: Em 2 Crónicas 27:6, de que forma Jotão «ordenou os seus caminhos perante o SENHOR, o seu Deus»?

R: Embora a palavra hebraica kuwn tenha muitos sinónimos em inglês, o sentido de 2 Crónicas 27:6 é claramente compreensível. Jotão teve o cuidado de garantir que os seus propósitos, planos e ações estivessem em conformidade com a vontade de Deus.

Curiosamente, a palavra hebraica kuwn (Strong 3559) deriva da palavra «ser perpendicular». Significa «(estabelecer, fixar, preparar, aplicar) ou, em sentido figurado, (designar, tornar, seguro, adequado ou próspero)».

A formulação exata aqui utilizada não é importante; o que importa, sim, é se o senhor optou ou não por submeter todos os seus caminhos ao Senhor.


P: Em 2 Crónicas 28:8, como é que o exército de Israel levou 200 000 cativos?

R: O exército israelita levou basicamente toda a classe alta de Judá como cativos. No entanto, libertaram todos os cativos em 2 Crónicas 28:14-15. Apenas alguns anos depois disto, os assírios levariam muitos de Israel (2 Reis 15:29; 17:6).


P: Em 2 Crónicas 28:24, o rei Acaz fechou as portas do Templo de Deus, ou encorajou a adoração no Templo, como diz 2 Reis16:15 ?

R: Ambas as afirmações foram verdadeiras em momentos diferentes. O rei Acaz era mau, mas, no início do seu reinado, permitiu a adoração no Templo. Depois de os arameus, israelitas, filisteus, edomitas e assírios terem todos lutado com sucesso contra Acaz, 2 Crónicas 28:22 (BSB) diz: «No tempo da sua angústia, o rei Acaz tornou-se ainda mais infiel ao SENHOR.»

Por que razão Acaz foi de mal a pior? 2 Reis 16:17-18 refere que ele retirou muitos objetos do Templo por causa do rei da Assíria. Tal pode ter-se devido tanto à necessidade de fundir metal para pagar tributo, como ao facto de o rei da Assíria ter exigido que os seus súbditos adorassem os deuses assírios.

Existe uma semelhança entre o rei Acaz, no início do seu reinado, e Hiram, rei de Tiro, que louvou o Deus de Salomão em 2 Crónicas 2:11. Ambos encorajaram a adoração a Deus, mas nenhum deles era crente. Hoje em dia, nem toda a pessoa que diz algo positivo sobre Deus e deseja que as pessoas frequentem a igreja é necessariamente cristã.


P: Em 2 Crónicas 28:27, Acaz não foi colocado nos túmulos dos reis de Israel, ou foi sepultado com os seus antepassados, conforme 2 Reis 16:20a?

R: Tanto 2 Reis 16:20a como 2 Crónicas 28:27 afirmam que Acaz repousou com os seus antepassados e foi sepultado em Jerusalém («na cidade de David» em 2 Reis, «na cidade de Jerusalém» em 2 Crónicas). No entanto, o rei Acaz, adorador de ídolos, não foi sepultado nos mesmos túmulos que os bons reis de Israel (Davi e Salomão), de acordo com 2 Crónicas 28:27. O facto de ter sido sepultado junto dos seus antepassados, conforme 2 Reis 16:20a, pode significar três coisas:

1) Foram sepultados na mesma cidade.

2) Foram sepultados nas proximidades, na mesma cidade.

3) Acaz foi sepultado junto aos seus antepassados idólatras, mas não com David e Salomão, reis de Israel. (Os outros reis nunca foram reis de Israel).

Eis alguns outros exemplos em que os reis foram sepultados nas proximidades de Jerusalém, mas não no mesmo túmulo.

Azarias/Uzias «descansou com os seus antepassados e foi sepultado junto a eles na Cidade de David» (2 Reis 15:7a); «descansou com os seus antepassados e foi sepultado junto a eles num campo de sepultamento que pertencia aos reis; pois o povo dizia: “Ele era leproso”» (2 Crónicas 26:23).

Joás foi sepultado «com os seus pais na Cidade de David» (2 Reis 12:21); ele «foi sepultado na Cidade de David, mas não nos túmulos dos reis» (2 Crónicas 24:25).

Jorão «descansou com os seus antepassados e foi sepultado com eles na Cidade de David» (2 Reis 8:24a); ele «morreu, sem que ninguém o lamentasse, e foi sepultado na Cidade de David, mas não nos túmulos dos reis» (2 Crónicas 21:20). Aqui, «sepultado com eles na Cidade de David» significa «sepultado na mesma cidade» e, possivelmente, também «sepultado nas proximidades».


P: Em 2 Cr 29:2, como é que Davi pode ser pai de Ezequias?

R: A palavra hebraica para «pai» também era utilizada para significar «antepassado».


P: Em 2 Cr 29:15-19, por que razão precisavam de purificar o templo?

R: É uma prioridade errada preocuparmo-nos mais com a limpeza da nossa própria casa do que com a limpeza da igreja de Deus em todos os aspetos. Havia aqui dois aspetos, e dois aspetos adicionais para nós hoje.

Físico: Primeiro, retiraram os objetos sagrados idólatras e outros detritos.

Dedicacional: Em seguida, realizaram o ritual de purificação, antes de utilizarem o templo para o fim a que se destinava: adorar o Único Deus Verdadeiro.

Existem outros dois aspetos relacionados com a pureza de uma igreja, embora estes não fossem aplicáveis naquela época.

Heresia: A igreja local precisa de estar livre de ensinamentos heréticos e espiritualmente graves. Especificamente, aqueles que negam a ressurreição física de Cristo, negam que Jesus morreu pelos nossos pecados, negam o nascimento virginal de Cristo ou negam a autoridade da Bíblia não devem ser autorizados a ensinar nem a tornar-se membros.

Divisões: Em contraponto ao ponto anterior, devemos aceitar-nos uns aos outros tal como Cristo nos aceitou, «para dar glória a Deus» (Romanos 15:7). As pessoas podem ter opiniões erradas sobre questões como o sábado (Romanos 14:5), a alimentação (Romanos 14:1) e outros assuntos, e ainda assim serem cristãos genuínos. Apesar das nossas diferenças em assuntos não essenciais, devemos aceitá-los de braços abertos. Existe um termo para designar os cristãos que não o fazem, mesmo que sejam eles próprios doutrinariamente corretos; são chamados de cismáticos, porque podem provocar cismas ou divisões no seio da igreja.


P: Em 2 Crónicas 29:15-19, em que momento, hoje em dia, precisamos de «purificar o templo»?

R: Há momentos nas nossas vidas em que, da mesma forma, precisamos de eliminar quaisquer ídolos e tudo o mais que nos impeça de nos aproximarmos de Deus. Depois, precisamos de nos dedicar ao Senhor e ao Seu serviço.


P: Em 2 Crónicas 29:34; 30:2-3; 2 Crónicas 30:18-20, terão eles agido corretamente ao desviarem-se das normas de Deus nestas ocasiões?

R: Sim. Ou não conseguiriam oferecer todas as ofertas, ou não conseguiriam que apenas os sacerdotes o fizessem. Em circunstâncias invulgares, escolheram a atitude correta. O legalismo tem sido definido como a obediência à lei sem contexto. O seu objetivo era, em primeiro lugar, agradar a Deus, e não apenas seguir uma lei.

O próprio Moisés deparou-se com um caso em que alguns homens não podiam celebrar a Páscoa na altura habitual, uma vez que estavam impuros por terem estado perto de um cadáver. Moisés consultou Deus em Números 9:6-8, e o Senhor disse-lhes para celebrarem a Páscoa como de costume, mas com um mês de atraso, em Números 9:9-12.


P: Em 2 Crónicas 30:10, por que razão os israelitas desprezariam os mensageiros de Judá?

R: Israel acabara de derrotar Judá. Os israelitas não temiam o povo de Judá, nem desejavam o Deus que era adorado em Jerusalém, uma cidade conquistada. Que grande contraste em relação ao tempo de Davi, quando os seus antepassados trabalhavam em conjunto e lutavam do mesmo lado pelo reino de Deus na terra.


P: Em 2 Crónicas 31:17-18, por que razão consideravam as genealogias importantes?

R: Os assírios exilaram os elamitas, os israelitas e outros povos, e se o povo de Judá fosse o próximo a ser exilado, precisaria das genealogias para restabelecer o sistema levítico. Talvez o povo de Judá achasse que seria importante reconhecer quem era judeu após o seu exílio. Tanto Isaías como Jeremias profetizaram que Judá seria exilada, pelo que sabiam que era apenas uma questão de tempo.


P: Em 2 Crónicas 32:21, como é que os assírios morreram?

R: A Bíblia não refere explicitamente os meios que Deus utilizou para matar tantos homens num espaço de tempo tão curto. No entanto, 2 Crónicas 32:3-5 dá uma pista. Diz que Ezequias mandou os seus homens tapar todas as nascentes de água. Isto levaria os ratos e outros animais a terem de procurar outras fontes de água. Heródoto menciona que o exército assírio, quando se encontrava a norte do Egito, em Pelúsio, sofreu uma praga de ratos. A peste bubónica, transmitida pelos ratos, pode matar em menos de uma semana.


P: Em 2 Cr 32:24, de que forma se envaideceu o coração de Ezequias?

R: Ezequias tornou-se orgulhoso porque o império mais poderoso do mundo tinha sido detido mesmo às portas da sua cidade. Para além da Bíblia e do historiador grego Heródoto, que também escreveu sobre uma praga de ratos do campo que destruíram as flechas e o couro dos escudos assírios em Pelúsio, os historiadores seculares ficariam totalmente perplexos quanto à razão pela qual o agressivo e poderoso Império Assírio decidiu parar de se expandir nessa direção. Até os babilónios vieram visitar Ezequias, talvez para saber como «ele» o tinha conseguido. Seria compreensível que Ezequias sucumbisse ao pecado do orgulho.


P: Em 2 Crónicas 33:13-16, o arrependimento de Manassés foi inventado, uma vez que 2 Reis não o menciona?

R: Não. Talvez o Livro dos Reis tenha sido escrito antes de os judeus terem conhecimento do arrependimento de Manassés, uma vez que este se arrependeu na Babilónia. Tal como demonstram a Enciclopédia das Dificuldades Bíblicas, pp. 227-228, e a maioria dos comentários, em geral, o Livro das Crónicas presta mais atenção à vida religiosa em geral e aos aspetos positivos de cada rei, enquanto o Livro dos Reis se centra nos reinos políticos e nas consequências da sua maldade. Seja como for, ou o autor de 2 Reis não tinha conhecimento disto, ou então optou por não o incluir, uma vez que tal não contribuía para o tema dos efeitos da obediência e da desobediência dos reis a Deus.


P: Em 2 Crónicas 33, temos alguma evidência extra-bíblica do rei Manassés?

R: Sim, os registos do rei assírio Esar-Hadom mencionam Manassés e outros 21 reis que tiveram de fornecer materiais de construção aos assírios, tal como refere a «The NIV Study Bible» de 1985, p. 663. O cético «Asimov’s Guide to the Bible», p. 425, afirma que os registos assírios revelam que, em 672 a.C., Manassés, juntamente com outros reis vassalos, teve de se deslocar à capital assíria para jurar lealdade a Assurbanipal, sucessor do rei Esar-Hadom.


P: Em 2 Crónicas 33:18, onde estão escritos os atos de Manassés e a sua oração no livro dos reis de Israel?

R: O cético «Guia de Asimov para a Bíblia», na página 426, afirma que, se se estiver a referir ao livro bíblico dos Reis, então o cronista está em erro.

Asimov pode estar confuso neste ponto. O livro (anais) dos reis são os registos oficiais, não o livro bíblico dos Reis. Sabemos isto porque o próprio livro dos Reis menciona o «livro dos Reis de Israel» e também o «livro dos Reis de Judá» em 32 versículos: 1 Reis 14:19,29; 15:7, 31; 16:5, 14, 20, 27; 22:39, 45; 2 Reis 1:18; 8:18, 23; 12:19; 13:8; 14:15, 16, 18, 28; 15:6, 11, 15, 21, 26, 31, 36; 16:19; 20:20; 21:17, 25; 23:28; 24:5.

O livro das Crónicas menciona isto em apenas 12 versículos: 1 Crónicas 1:43; 9:1; 2 Crónicas 16:11; 20:34; 24:27; 25:26; 27:7; 28:26; 32:32; 33:18; 35:27; 36:8.


P: Em 2 Crónicas 34:1, a ordem dos acontecimentos foi a remoção dos ídolos, a restauração do Templo, a descoberta da Lei e a celebração da Páscoa, ou foi a restauração do Templo, a descoberta da Lei e a remoção dos ídolos, tal como sugere 2 Reis 22:1-23:30?

R: Trata-se da primeira sequência, uma vez que 2 Reis 22:1-23:30 não especifica a ordem.


P: Em 2 Crónicas 34:3-5, por que razão Josias destruiu os ídolos e os altares, uma vez que Manassés já os tinha destruído em 2 Crónicas 33:15?

R: Esta pergunta pressupõe que, uma vez destruídos os altares malignos que se tinham construído, de uma vez por todas, não restava mais nada a fazer. Há dois pontos a considerar na resposta.

1. Manassés destruiu apenas os altares que ele próprio tinha construído, conforme 2 Crónicas 33:15.

2. Talvez, à mesma velocidade com que Manassés e Josias estavam a destruir os altares, os adoradores de Baal e de Astarte estivessem a tentar reconstruí-los.

Em resumo, embora Manassés se tivesse arrependido, ele tinha anteriormente encorajado a idolatria, e o fruto dos seus pecados anteriores continuava a crescer nos outros.


P: Em 2 Cr 34:5, por que razão Josias queimou os ossos dos sacerdotes sobre os altares?

R: Tratava-se dos ossos de sacerdotes que estavam sepultados nas proximidades. Queimar os ossos no altar profanaria os altares, para que os adoradores de Baal não voltassem a utilizá-los. Parece adequado que os ossos dos sacerdotes idólatras que desviaram os israelitas fossem utilizados para profanar aquilo a que se dedicavam de forma religiosa e perversa.


P: Em 2 Crónicas 34:5, como devemos hoje «queimar ossos nos altares»?

R: Quando, individualmente ou coletivamente como povo, nos arrependemos do pecado, é bom, sempre que possível, fazer com que não possamos voltar atrás para cometer novamente esse pecado. Confessar o seu pecado a um crente maduro (Tiago5:16 ) e ter um parceiro de prestação de contas são passos na direção certa. No caso de roubo ou fraude financeira, uma pessoa arrependida deve devolver o dinheiro ou os bens roubados.


P: Em 2 Crónicas 34:12-13, falando metaforicamente, de que forma são as pessoas na igreja de hoje músicos habilidosos, portadores de fardos, supervisores, escribas, oficiais e porteiros?

R: As tarefas específicas mudaram, mas as funções permanecem semelhantes. Os supervisores organizam, dirigem e nomeiam pessoas. Os escribas registam ensinamentos, finanças e outros registos. Os porteiros carregam os fardos dos outros, e os músicos, tanto naquela época como hoje, conduzem as pessoas na adoração musical a Deus.


P: Em 2 Crónicas 34:14-18, como sabemos que encontraram a Torá e que não a inventaram naquele momento?

R: Embora a palavra hebraica aqui seja «Torá», pode referir-se ao Pentateuco na sua totalidade ou apenas ao livro de Deuteronómio. Seja como for, não a inventaram naquele momento pelas seguintes razões.

1. Se tivessem inventado tudo naquele momento, não teriam mencionado que a encontraram aqui. Teriam guardado silêncio sobre o assunto.

2. Num curto espaço de tempo, seria quase impossível criar uma obra literária tão complexa como todo o Antigo Testamento até àquela altura.

3. Seria difícil para as pessoas que viviam nessa época acertar todos os pormenores de épocas anteriores, especialmente os pormenores sobre a vida no Egito.


P: Em 2 Crónicas 34:23-28, por que razão Deus transmitiu uma mensagem tão negativa ao rei piedoso Josias?

R: Deus não se limita a transmitir mensagens desagradáveis às pessoas ímpias e mensagens agradáveis às pessoas virtuosas. Pelo contrário, Deus diz-lhes o que precisam de ouvir. Há dois pontos a considerar na resposta.

1. Deus disse a Josias que um grande desastre era iminente. Deus disse isso a Josias, não porque Josias fosse mau, mas para lhe mostrar a urgência de fazer com que o povo voltasse para Deus.

2. A mensagem não se dirigia apenas a Josias, mas também ao povo. Embora Josias fosse piedoso, muitos do povo de Judá não o eram, e certamente poucos dos israelitas o eram nesta altura.


P: Em 2 Crónicas 35:4, onde é que Davi e Salomão escreveram sobre os deveres dos sacerdotes e dos levitas?

R: Escreveram sobre eles em 1 Crónicas 15 e 16:1-6. Também podem ter redigido outros regulamentos para a sua época, que não constam na Bíblia.


P: Em 2 Crónicas 35:21, terá Deus realmente ordenado ao Faraó Neco que combatesse os babilónios?

R: Provavelmente não, mas trata-se de uma questão discutível. Deus poderia ter pretendido que o Faraó Neco lutasse contra os babilónios e ter-se comunicado efetivamente com o Faraó para que o fizesse. No entanto, mesmo que Deus tivesse dito diretamente a Neco, será que Neco o teria ouvido? Neco estava decidido a defender o Egito com um ataque aos babilónios, independentemente do que afirmasse ter ouvido do Deus de Israel. Senaqueribe fez uma declaração semelhante, que era uma mentira, em 2 Reis 18:25.


P: Em 2 Crónicas 35:21, estaria o Faraó Neco a transmitir a Josias uma mensagem de Deus?

R: Sim, 2 Crónicas 35:22 afirma que Neco o fez. Ora, o próprio Faraó Neco pode simplesmente ter pensado que estava a inventar aquilo sobre Deus lhe ter falado. No entanto, independentemente da fonte, esta mensagem era verdadeira, e Josias deveria ter percebido que não fazia sentido lutar contra os egípcios.


P: Em 2 Crónicas 35:22, por que razão Josias se disfarçou?

R: Josias confiou neste estratagema para aumentar a sua segurança. Os egípcios dependiam fortemente do arco e flecha, e muitas flechas poderiam ser disparadas ao acaso. Acabe já tinha tentado isto antes, também sem sucesso, em 2 Crónicas 18:29.


P: Em 2 Crónicas 35:25, estas lamentações faziam parte do livro das Lamentações?

R: O cético «Guia de Asimov para a Bíblia», p. 581, menciona que os lamentos em 2 Crónicas 35:25 não podiam ser do livro das Lamentações, porque isto ocorreu antes da queda de Jerusalém. Asimov pode estar correto neste ponto, ou então algumas partes foram escritas antes da queda de Jerusalém. Recorde-se que Jeremias sabia que a queda iria ocorrer e pode ter escrito algumas partes antes da queda. Consulte a primeira pergunta sobre Lamentações para obter mais informações.


P: Em 2 Cr 36:3, a que correspondia um talento de ouro e 100 talentos de prata?

R: 100 talentos de prata correspondiam a cerca de 3 3/4 toneladas (3,4 toneladas métricas), de acordo com a nota de rodapé da NIV de 1985. Um talento de ouro correspondia a cerca de 75 libras (34 quilogramas), de acordo com a nota de rodapé da NIV de 1985. O «Wycliffe Bible Dictionary», na página 1792, refere que um talento pesava cerca de 75 libras em Israel. Na Babilónia, existia também um talento pesado (132 libras) e um talento leve (66 libras).

O «New International Dictionary of the Bible», na página 1062, refere que os hebreus utilizavam 60 minas por talento e 50 siclos por mina. Um siclo do templo equivalia a 0,35 onças, um siclo comercial a 0,4 onças, e existia também um siclo «pesado» que equivalia a 0,45 onças. Isto faria com que um talento tivesse um peso entre cerca de 66 e 84 libras.


P: Em 2 Crónicas 36:6, Jeoiaquim foi acorrentado para ser levado para a Babilónia, ou Jeoiaquim repousou com os seus antepassados, como diz 2 Reis 24:6?

R: Ambas as afirmações são verdadeiras. Nem todos os que são capturados para uma viagem de cativeiro chegam necessariamente ao seu destino. Alguns chegam mesmo a morrer antes de a viagem ter início.

Em 2 Reis 24:6, a expressão «descansou com os seus pais» significa que ele morreu. Não há qualquer indicação sobre onde foi sepultado ou onde faleceu.

Jeremias22:19 mostra que o enterro de Jeoiaquim teria tanto esplendor real quanto o enterro de um jumento. Jeremias 36:30 diz que o seu corpo seria atirado para fora e exposto. A última parte de Jeremias22:19 , «arrastado e atirado para fora dos portões de Jerusalém», soa quase como o enterro de um jumento em Jerusalém, mas na verdade refere-se ao enterro de Jeoiaquim.

2 Crónicas 36:6 afirma que Jeoiaquim foi acorrentado para ser levado para a Babilónia. Não se especifica se Jeoiaquim morreu antes de ser levado, morreu durante o trajeto ou morreu na Babilónia.

Em resumo, nenhum destes versículos indica onde Jeoiaquim morreu, embora Jeremias 22:19 signifique, muito provavelmente, que o corpo de Jeoiaquim seria atirado para fora dos portões de Jerusalém.


P: Em 2 Cr 36:9, Jeoiaquim (Jeconias) tinha oito anos quando se tornou rei, ou dezoito anos, como diz 2 Reis 24:8?

R: Existe aqui um erro de transcrição em 2 Crónicas 36:9. Um manuscrito hebraico, alguns exemplares da Septuaginta e o siríaco referem «dezoito», enquanto a maioria dos manuscritos hebraicos indica «oito anos». Contextualmente, podemos ter a certeza de que o número 18 está correto, e não o 8. 1 Crónicas 3:17 afirma que Jeoiaquim teve sete filhos e que reinou apenas três meses (2 Reis 24:8) antes de ser preso na Babilónia. Não é muito provável que se prendesse um rapaz de oito anos com sete filhos.

(Esta resposta é repetida em 2 Reis 24:8).


P: Em 2 Crónicas 36:14, de que forma podem as pessoas de hoje poluir a casa do Senhor?

R: «Poluição» é um termo abrangente para um problema abrangente. Vejamos primeiro a poluição da terra e, em seguida, relacionemo-la com a poluição espiritual.

Na Terra, a poluição refere-se a coisas que absorvemos e que não deveriam estar presentes, que são prejudiciais a curto prazo ou a longo prazo. A poluição na terra é simplesmente desagradável à vista. As pessoas poluem em busca de ganhos a curto prazo para si próprias, à custa de danos causados aos outros. A poluição pode significar que não é possível construir uma casa onde, de outra forma, o faria, ou utilizar um curso de água que poderia parecer fresco e convidativo. Pode significar que os animais que, de outra forma, estariam à sua volta para lhe proporcionar alimento e outras bênçãos, estão mortos. Normalmente, a poluição afeta mais as crianças e os bebés do que os adultos. A limpeza da poluição é frequentemente dispendiosa, mas necessária.

Somos a casa de Deus, o templo de Deus. A poluição espiritual apresenta a maioria dos aspetos da poluição terrena.

A doutrina herética é um ensinamento que leva à perdição da alma e que prejudica os outros. Mata muitos e, mesmo para os cristãos que não acreditam nela, tolerá-la pode torná-los insensíveis à importância do que é essencial para o cristianismo. Algumas heresias presentes em certas igrejas hoje incluem a negação de que Cristo morreu pelos nossos pecados, ou de que Jesus ressuscitou fisicamente dos mortos, como mostram 1 Coríntios 15:1-5 e 1 João 2:2.

A doutrina humana pode tornar-se poluição quando as pessoas a colocam ao mesmo nível da Palavra de Deus. 1 Coríntios 4:6 e Provérbios 30:5-6 salientam que não devemos acrescentar nada à Palavra de Deus.

A divisão contamina o Templo de Deus quando não aceitamos outros cristãos genuínos tal como Cristo nos aceitou (Romanos 15:7; 1 Coríntios 1:11-13). João 17:21 afirma que a nossa unidade será uma forma de o mundo nos reconhecer. No entanto, devemos separar-nos daqueles que afirmam ser cristãos mas não o são, tal como nos ordenam 2 Coríntios 6:14-16 e 2 Timóteo 3:1-3. Efésios 4:3 exorta-nos a preservar (e não a criar) a unidade do Espírito.

A imoralidade e outras maldades são coisas que não devem existir na igreja. Em Apocalipse 2:20-24, a igreja de Tiatira não foi repreendida pela imoralidade, mas sim pela sua tolerância para com uma mulher imoral.

A desonestidade não tem lugar numa igreja, como demonstra Efésios 4:25.

A idolatria nunca é compatível com a adoração do Deus Verdadeiro. Não se pode comer à mesa de Deus e à mesa dos demónios, como mostra 1 Coríntios 10:20-21.

O materialismo e as preocupações deste mundo podem ser comparados à poluição do solo. Alguns podem pensar que não são prejudiciais, porque não se observa nenhum dano imediato e repentino. No entanto, tal como a poluição do solo, acumulam-se, obstruem tudo e impedem as pessoas de construir sobre eles.

A falta de preocupação e de amor, tanto para com os outros crentes como para com os perdidos, são aspetos que podem fazer com que uma igreja pareça feia e pouco cristã. 1 João 4:7-21 salienta a importância de amar os outros.

Em resumo: cada um de nós tem a responsabilidade de não trazer poluição para a casa de Deus, e os líderes da igreja (tanto oficiais como não oficiais) têm a responsabilidade de proteger o rebanho de todos os tipos de poluição.


P: Por que razão 2 Crónicas 36:17 diz «rei dos caldeus», uma vez que Nabucodonosor era o rei dos babilónios?

R: Caldeia era um sinónimo da terra da Babilónia, como mostram Habacuque 1:6 e outros versículos.

O cético «Guia de Asimov para a Bíblia», na página 429, apresenta aqui uma especulação interessante que parece muito razoável. O primeiro capítulo de 1 Crónicas menciona Abraão, que partiu de Ur dos caldeus, e o último capítulo de 2 Crónicas termina com o regresso dos judeus da Caldeia.


P: Em 2 Crónicas 36:17, quão mau tem de ser um povo para que não haja remédio?

R: Teria de ser tão mau que nunca tivesse qualquer desejo de mudar. Mesmo a mulher imoral junto ao poço, mesmo Davi após o caso com Bate-Seba e mesmo Saulo de Tarso, por mais perversos que fossem, não eram tão maus a ponto de estarem além da intervenção de Deus. Mas os fariseus, que exteriormente não pareciam de todo maus, não viam qualquer necessidade de se aproximarem de Deus.

Independentemente de quão bom ou mau possa considerar-se, deseja aproximar-se mais de Deus? Se sim, então dedique mais tempo a Ele, na oração, na Sua Palavra e no Seu serviço aos outros.


P: Em 2 Cr 36,18-19, 2 Cr 28,21 e 2 Re 18,14-16, por que razão Deus parece tão indiferente em relação a todo o tesouro de Jerusalém?

R: Os anjos devem achar estranho que os seres humanos tenham uma fixação por objetos metálicos brilhantes, mas, por outro lado, os corvos também a têm. A única utilidade real para esses tesouros era entregá-los aos exércitos estrangeiros que ameaçavam Jerusalém, quando o povo não era obediente e não confiava em Deus para os defender.

Muito mais valiosas do que todo o tesouro eram as pessoas que amavam e obedeciam a Deus.


P: Em 2 Crónicas 36:19, uma vez que destruíram todos os vasos de valor, como é que os transportaram para a Babilónia, conforme se refere em Daniel 5:2-3 e Esdras 1:7-11?

R: Nem todos os vasos foram destruídos. O versículo 18 diz que muitos vasos foram levados para a Babilónia. O versículo 19 diz que os babilónios destruíram tudo o que tinha valor e que restava em Jerusalém.


P: Em 2 Crónicas 36:22-23, esta referência a Ciro é uma profecia?

R: Não, não é, e também não afirma ser uma profecia. Isto demonstra que a redação de Crónicas só foi concluída após o exílio, uma vez que se refere à libertação por Ciro como um acontecimento que já ocorreu.

É possível que todo o livro de Crónicas tenha sido escrito após o exílio (548 a.C.), ou então que diferentes partes de Crónicas tenham sido escritas em momentos distintos, tendo a última parte sido redigida após o exílio. O cético «Asimov’s Guide to the Bible», na página 403, citando o «Anchor Bible Dictionary», afirma que o cronista poderá ter escrito por volta de 400 a.C.


P: Quais foram os primeiros autores que se referiram a 2 Crónicas?

R: Os escritores pré-nicenos que referiram ou aludiram a versículos de 2 Crónicas são:

Melito/Meleto de Sardes (170-177/180 d.C.) enumera todos os livros do Antigo Testamento e inclui todos os livros de que dispomos, com exceção de Neemias e Ester. Fragmento 4 do «Livro dos Extractos», p. 759.

Hipólito (222-235/6 d.C.) refere-se a 2 Crónicas 3:1, 3, 4 como «o livro das Crónicas». Fragmento do comentário sobre Jeremias e Ezequiel, p. 177.

Orígenes (225-254 d.C.) alude a 2 Crónicas. Ele cita 1 Crónicas 16:8 como «Mais uma vez, em Primeiras Crónicas», o que sugere a existência de um segundo livro de Crónicas.

Orígenes (240 d.C.) menciona «o Primeiro Livro de Paralipomenon», que é outro nome para 1 Crónicas. Comentário ao Cântico dos Cânticos, prólogo, p. 49

Cipriano de Cartago (c. 246-258 d.C.) refere-se a 2 Crónicas 15:2 como «nas Crónicas». Os Tratados de Cipriano, Tratado 3, Terceiro livro, cap. 27, p. 542.

Após Nicéia

Eusébio de Cesareia (318-339/340 d.C.)

Afraate, o Sírio (337-345 d.C.) «Demonstrações Selecionadas»

Efraim/Efrem (350-378 d.C.)

Cirilo de Jerusalém (c. 349-386 d.C.)

Gregório de Nazianzo (330-391 d.C.) menciona as Crónicas como um dos livros no seu poema sobre as Escrituras. O poema de Gregório encontra-se (em grego) no volume 37 da Patrologia Graeca de Migne, colunas 471-474 (Carmina Dogmatica, Livro 1, secção 1, Carmen XII). Consulte http://www.bible-researcher.com/gregory.html para mais informações.

Gregório de Nazianzo (330-391 d.C.) faz alusão a 2 Crónicas

Rufino (374-406 d.C.)

Jerónimo (373-420 d.C.)

Concílio de Cartago (218 bispos) (393-419 d.C.)

Epifânio de Salamina (360-403 d.C.) deu a entender

João Crisóstomo (-407 d.C.)

Agostinho de Hipona (388-430 d.C.) — alusão

João Cassiano, semipelagiano (419-430 d.C.)


P: Em 2 Crónicas, quais são algumas das diferenças de tradução entre o hebraico e a Septuaginta grega?

R: Aqui estão algumas das diferenças de tradução. A primeira frase é do hebraico e a segunda da tradução grega da Septuaginta. Para se ter uma amostra, esta parte centra-se no capítulo 22.

2 Cr1:13 «chegou ao lugar elevado de Gibeão» (texto massorético) «veio do lugar elevado de Gibeão» (versões antigas, Septuaginta, Vulgata)

2 Cr 3:1 «onde Ele» (texto massorético, Vulgata) vs. «onde o SENHOR» (Septuaginta) vs. «onde o anjo do Senhor» (Targums)

2 Cr 3:4 «120» (Texto Massorético, Septuaginta, Vulgata) vs. «20» (algumas versões da Septuaginta, siríaco, árabe)

2 Cr3:12 . Presente no texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas ausente noutros manuscritos da Septuaginta.

2 Cr 5:9 «ela [a arca] ainda lá está» vs. «elas [as varas da arca] ainda aqui estão» (alguns manuscritos hebraicos, de acordo com The Expositor’s Bible Commentary, volume 4, p. 465.)

2 Cr6:42 «O vosso ungido» vs. «Os vossos ungidos» (manuscrito de Leningrado B 19A e outros, de acordo com o The Expositor’s Bible Commentary, volume 4, p. 465.)

2 Cr8:16 «cumprido até ao dia» (texto massorético, de acordo com a NRSV) vs. «bem ordenado até» (texto massorético) vs. «cumprido desde o dia» (Septuaginta, siríaco, Vulgata, de acordo com a NRSV) vs. «bem ordenado desde o dia» (Septuaginta, siríaco, Vulgata)

2 Cr 9:4 «a sua ascensão» vs. «os seus holocaustos» (Septuaginta, Vulgata)

2 Cr10:14 «Eu tornei pesado o vosso jugo» (Texto Massorético, incluindo o códice Leningrado MS B 19A) vs. «O meu pai tornou pesado o vosso jugo» (muitos manuscritos hebraicos, incluindo o Texto Massorético de Ben Hayyim (Bomberg), a Septuaginta, o siríaco e a Vulgata)

2 Cr 13:2 «Micaías» vs. «Maaca» (a maior parte da Septuaginta, siríaco) (nota de rodapé da NIV de 1985)

2 Cr 15:1 «Oded» vs. «Azarias, filho de Oded» (Vulgata, siríaco)

2 Cr 15:8 «a profecia, o profeta Oded» (Texto Massorético, Septuaginta) vs. «a profecia de Azarias, filho de Oded» (siríaco, Vulgata)

2 Cr 20:1 «alguns dos amonitas» (texto massorético, Vulgata) vs. «alguns dos meunitas» (Septuaginta)

2 Cr 20:2 «de Aram» (textos massoréticos, Septuaginta, Vulgata) vs. «de Edom» (um texto massorético, Latim Antigo/Itálico)

2 Cr20:25 «equipamento e cadáveres» (a maioria dos textos masoréticos) vs. «armadura» (Septuaginta) vs. «equipamento e vestuário» (alguns textos hebraicos, Vulgata, Latim Antigo/Itálico)

2 Cr 22:1 «filho mais novo» vs. «filho pequeno [ou mais novo]»

2 Cr 22 «Acazias… Atália» vs. «Ocozias… Gotólia» (ao longo de todo o capítulo)

2 Cr 22:1 «tropa que chegou com os árabes para a batalha» vs. «bando de salteadores que se lançou contra eles, nomeadamente os árabes e os alimazonianos»

2 Cr 22:2 «42» vs. «22» (algumas versões da Septuaginta, siríacas, 2 Reis8:26 ) (Note-se que, se Acazias tivesse 42 anos aqui, seria mais velho do que o seu pai em 2 Crónicas21:20 .)

2 Cr 22:5 «Sírios» vs. «arqueiros»

2 Cr 22:6 «Azarias» (textos massoréticos) vs. «Acazias» (alguns manuscritos hebraicos, Septuaginta, siríaco, Vulgata)

2 Cr 22:7 «a destruição de Acazias veio de Deus, por ter vindo» vs. «E a destruição de Deus veio sobre Acazias na sua vinda»

2 Cr 22:7 «saiu com Jeorão contra Jeú» vs. «saiu com ele contra Jeu»

2 Cr 22:7 «a quem o Senhor tinha ungido para exterminar a casa de Acabe» vs. «o ungido do Senhor contra a casa de Acabe».

2 Cr 22:8 «executando justiça» vs. «tomando vingança»

2 Cr 22:9 «ele procurou» vs. «ele deu ordens para que o procurassem»

2 Cr 22:9 «escondendo-se em Samaria» vs. «curando as suas feridas em Samaria»

2 Cr22:10 «e falou para destruir toda a descendência do reino da casa de Judá» vs. «e destruiu toda a descendência real da casa de Judá»

2 Crónicas22:11 «na arrecadação do quarto» vs. «num quarto»

2 Cr22:11 «porque ela era irmã de Acazias» vs. «irmã de Ochozias»

2 Cr22:11 «escondeu-o da presença de Atália» vs. «escondeu-o de Gotólia»

2 Cr 23:1 «sétimo ano» vs. «oitavo ano»

2 Cr 23:1 «Zicri» vs. «Zacarias»

2 Cr 23:3 «filhos de David» vs. «casa de David»

2 Cr 24:6 «e a congregação» (texto massorético) vs. «sobre a congregação» (Vulgata)

2 Cr 24:25 «os filhos» vs. «o filho» (Septuaginta, Vulgata) (sabe-se que apenas um filho de Jeoada foi assassinado)

2 Cr 26:5 «temor de Deus» (muitos manuscritos hebraicos, Septuaginta, siríaco, targums, árabe) vs. «visão de Deus» (outros manuscritos hebraicos)

2 Cr 27:8 No texto massorético e na Septuaginta Alexandrina, mas não noutras versões da Septuaginta

2 Cr 28:1 «20 anos» vs. «25 anos» (algumas versões da Septuaginta e do siríaco)

2 Cr 28:6 «reis da Assíria» (a maioria dos manuscritos hebraicos) vs. «rei da Assíria» (um manuscrito hebraico, a Septuaginta, a Vulgata)

2 Cr 28:16 «reis da Assíria» vs. «rei da Assíria» (Septuaginta, siríaco, Vulgata)

2 Cr 32:4 «reis da Assíria» (texto massorético, Vulgata) vs. «rei da Assíria» (Septuaginta, siríaco, árabe)

2 Cr 32:22 «Ele cuidou deles» (texto massorético segundo a NIV de 1985) vs. «Ele guiou-os» (texto massorético segundo a NRSV) vs. «Ele deu-lhes descanso» (Septuaginta e Vulgata segundo a NRSV) vs. «deu-lhes tesouros» (Vulgata segundo a NKJV)

2 Cr 32:28 «rebanhos para currais» (texto massorético) vs. «currais para rebanhos» (Septuaginta, Vulgata) vs. (ausente) (siríaco, árabe)

2 Cr 33:19 «registos de Hozai» (a maioria dos textos massoréticos) vs. «registos dos videntes» (um manuscrito hebraico, Septuaginta)

2 Cr 34:22 «Hilquias e aqueles a quem o rei foi falar» (a maioria dos textos massoréticos) vs. «Hilquias e aqueles que o rei tinha enviado com ele foram falar» (um manuscrito hebraico, Vulgata, siríaco)

2 Cr 36:9 «8» (na maioria dos textos massoréticos) vs. «18» (um manuscrito hebraico, parte da Septuaginta, siríaco)

Bibliografia relativa a esta questão: a tradução hebraica provém da «Literal Translation», de Jay P. Green, e a versão da Septuaginta provém da tradução de Sir Lancelot C.L. Brenton de «The Septuagint: Greek and English». Foram igualmente utilizados o «Expositor’s Bible Commentary» e as notas de rodapé das Bíblias NASB, NIV 1985, NKJV e NRSV.